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Doença de Crohn

A doença de Crohn caracteriza-se por ser um processo inflamatório crónico do trato gastrointestinal, de causa desconhecida, sem tratamento clínico ou cirúrgico. Normalmente acomete mais o intestino delgado e intestino grosso, levando a que haja sintomas específicos, sendo eles:

  • Diarreia crónica;
  • Dor abdominal;
  • Sangramento retal.
  • Desnutrição;
  • Palidez;
  • Dor;
  • Massa abdominal;
  • Distensão ou fistulização na parede abdominal.

Devido à inexistência de tratamento, a procura de alívio da sintomatologia é constante, mas aqui na NirvanaMED, não precisa de procurar mais.

Na Nutrição, o compromisso para com o doente de Crohn é de restaurar e manter o estado nutricional do indivíduo de modo a que seja possível proporcionar uma melhor qualidade de vida. Assim numa primeira abordagem do nutricionista, este vai fazer uma avaliação detalhada do estado nutricional do paciente, da sua alimentação e do seu estilo de vida. Também a educação alimentar é fundamental para alertar os doentes em relação à variedade de alimentos que dispõem e que pode consumir, caso os tolerem, de forma a evitar as dietas extremamente restritas que contribuem para maior frustração dos doentes e consequentemente menor qualidade de vida.

Deste modo será possível prescrever uma terapêutica individual, de acordo com as necessidades do doente. Contudo, os doentes de Crohn não têm de se submeter a uma dieta específica. A dieta recomendada consiste numa dieta equilibrada focada no aporte energético e proteico, de vitaminas, minerais e líquidos adequados.

Complementando-se à nutrição a terapia como a Osteopatia, com o objetivo de encontrar a causa principal do problema e eliminar consequências que possam, futuramente, advir. No caso da Doença de Crohn, as consultas começam por uma avaliação das estruturas relacionadas com a doença, seguidas por um tratamento que potencia a diminuição da inflamação nos intestinos, harmonização entre ambos, sistema nervoso simpático e parassimpático, e normalizar a capacidade digestiva do sistema do indivíduo, de forma a que o tratamento realizado pelo nutricionista seja mais eficiente com resultados mais rápidos. Seguidamente, realiza-se um tratamento postural de forma a diminuir tensões viciosas que se possam encontrar na região lesada. Sendo que, não existem protocolos específicos para esta patologia, varia conforme a sua sintomatologia e causa, como também, cada organismo é único e tratado como tal.

A complementaridade de ambas as medicinas favorece a reabsorção de alimentos e previne as crises geradas pela Doença de Crohn, aumentando o período entre elas e diminuindo a gravidade da mesma. Levando a que seja possível continuar uma vida normal sem vergonhas, sem limitações.

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Inês Gomes
(Osteopata)
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Rúben Pinheiro
(Nutricionista, C.P. 3248N.)
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Fasciite plantar

A fáscia caracteriza-se por ser uma lâmina aponevrótica que pode variar em dimensão e espessura, conforme a sua região e funcionalidade. Localiza-se em todas as regiões do corpo, principalmente, envolvendo os órgãos mais delicados. Pode ser dividida em 2 classes:

  • Fáscia fibroareolar ou fáscia superficial, é uma fina camada de tecido conjuntivo que tem por objetivo de fazer a ligação entre a pele e a fáscia mais profunda, estando assim localizada mais superficialmente;
  • Fáscia aponeurótica (aponeurose), ou fáscia profunda, é uma membrana espessa que se localiza mais profundamente, relativamente à fáscia fibroareolar. Envolve os músculos de forma a formar uma espécie de “lençol” que se insere sobre a inserção óssea do músculo em questão. Tem vários objetivos, sendo um deles a proteção muscular, separação muscular e dos órgãos, delimitação de certos movimentos e manter a integridade de estruturas.
    • Aponeurose de inserção: tal como nome indica, serve para a inserção dos músculos.
    • Aponeurose de revestimento: envolve para todo o membro, tal como para cada músculo individualmente.

De acordo com a informação referida, é possível identificar as diferentes porções da fáscia plantar, onde a fáscia superficial se divide em 3 porções conforme a sua região:

  • Aponeurose plantar medial
  • Aponeurose plantar interna
  • Aponeurose plantar externa

Que em conjunto originam uma membrana que tem origem na tuberosidade calcaneana (osso do calcanhar) até aos dedos.

Enquanto que a fáscia profunda, também designada de aponeurose interóssea, mantém uma relação com os músculos interósseos e com os ossos metatarsos, estando localizado desde o bordo interno do quinto metatarso até ao bordo externo do primeiro metatarso.

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A fasciite plantar caracteriza-se por ser uma inflamação dessa mesma membrana, apresentando dor na região do calcanhar ou ao longo da região plantar do pé, que diminui com o caminhar. A sua causa principal direciona-se ao uso de sapatos muito rasos ou muito altos levando a choques que comprometem a integridade do tecido, como também a alteração do formato do pé, podendo estar mais cavo ou plano/raso.

O tratamento desta patologia, inicialmente consiste na toma de anti-inflamatórios de forma a eliminar a inflamação aguda, no entanto, em alguns casos, não é suficiente, pois as alterações anatómicas do pé continuam a existir se se mantiver o uso de calçado inadequado ou se o exercício que provocou a fasciite. A avaliação de todos os ossos do pé é necessária, principalmente do cuboide, escafoide e astrágalo, que mantem a integridade dos arcos plantares, necessários para a distribuição do peso deforma equilibrada. Para além das estruturas ósseas, os músculos também têm a sua função neste caso, nomeadamente os gastrocnémios (Gémeos e solear) que enviam algumas das suas fibras tendinosas para a tuberosidade calcaneana, e comprometem a mobilidade do osso calcâneo, e também, os músculos interósseos e flexores dos dedos dos dedos.

O uso de sapatos confortáveis, palmilhas de gel (principalmente no caso de existência de uma perna curta), gelo e alongamentos da região plantar e gémeos.

As dores nos pés não devem de ser ignoradas, pode ser uma fasciite plantar, e como apresentam tantas relações anatómicas com as restantes estruturas, pode levar a várias compensações e a várias consequências, tal como:

  • Deformidade de Haglund: caracteriza-se por ser um crescimento ósseo no calcanhar;
  • Bursites: bolsas que contêm líquido sinovial com o objetivo de impedir a fricção e/ou o choque entre estruturas;
  • Tendinite do Tendão de Aquiles

Não esquecendo que os pés são das estruturas mais importantes do corpo humano, devido ao apoio podal, que influencia no equilíbrio e na postura ao logo do dia-a-dia.

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Inês Gomes
(Osteopata)

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Uma questão de tempo

Um ano, doze meses e trezentos e sessenta e cinco dias, e todos os dias, sempre a mesma coisa, todos os dias sempre as mesmas escolhas. Levantar, pequeno-almoço, trabalho, almoço, trabalho, voltar para casa, estar com a família no tempo que resta, jantar, dormir, e o ciclo repete-se.

Porque acordas todos os dias? Qual é a tua paixão pelo que fazes? Pensa nisso. Se acordasses um dia e o dinheiro não tivesse significado, se não tivesses que pagar as dívidas e a renda, o que farias? Serias uma pessoa forte, um médico, um advogado, um nadador salvador, um estudante, uma pessoa sábia, uma criança, um idoso? Todos os dias há esta dúvida a propósito do nosso objetivo de vida e o que nos impulsiona para levantar e ir para o trabalho e estar com (e para) a família. Mas realmente, até que ponto fazemos as coisas para satisfazer o nosso chefe, os nossos pais, a sociedade?

Nós quebramos a nossa paixão como quem parte um espelho que reflete o nosso rosto, para satisfazer o estereótipo da pessoa perfeita. Não foram os outros que partiram o teu reflexo, não os culpes, foste tu! Tu escolheste separar algo que fazia parte de ti, tu escolheste seguir este caminho. Peça a peça, vai desaparecendo a tua paixão, o teu amor pelas coisas que gostas e que queres fazer da tua vida. E vai sendo substituída por um quadro negro, aquele quadro que tinhas medo quando a professora te chamava para responder a uma questão, desmascarando-te à frente de todos, fazendo-te sentir solitário, vulnerável e indefeso. E com isto, todos os sentimentos de felicidade, gratidão e amor são sobrepostos pelo medo.

E agora? Está na hora de mudar! Está na hora de entender a importância desta fase porque é uma das etapas mais importantes da tua vida: reencontrar quem somos física, psicológica, intelectual e energeticamente, de todas as maneiras possíveis, de forma a superar todos os obstáculos. Não tenhas medo do reflexo no espelho, pois esse és tu!

É uma questão de tempo, em que tu, a tua paixão, enterrada na lama, na escuridão como uma semente abandonada e esquecida, floresce para se tornar num lótus, equilibrado e feliz pela liberdade que conseguiu adquirir. Tudo isto, para acontecer, necessita de escolhas. E essas, és tu quem as faz.

ines
Inês Gomes
(Osteopata)

diferentes pessoas, diferentes posturas

Diferentes pessoas, diferentes posturas

7,6 mil milhões de pessoas em todo o mundo, 10 milhões de pessoas em Portugal, 230 mil habitantes no Porto, todas são diferentes psicologicamente e fisicamente, mas até que ponto é possível identificar essas mesmas diferenças de forma a compreender o nosso Ser?

A biotipologia integrada no estudo osteopático entra aqui para responder a esta questão. Este estudo tem o objetivo de classificar a raça humana de acordo com os elementos físicos e morfológicos, envolvendo assim estruturas anatómicas, processos fisiológicos e atitudes psicológicas.

Três classificações foram originadas e estudadas por WH Sheldon, defendendo que:

“o temperamento e o físico são aspetos relacionados entre si, é a noção antiga que a estrutura deve de alguma forma determinar a função.”

Onde é possível identificar a relação entre este princípio e o de estrutura-função, criado por Andrew Taylor Still, criador e considerado o pai da Osteopatia.

Tal como referi anteriormente, existem 3 tipos de biótipos classificados por WH Sheldon, sendo eles:

  • Ectomorfismo: Geralmente, identificam-se estas pessoas como baixas e delicadas, ou altas e magras, com um rosto estreito e pele fina.
    • Os músculos são delicados, com falta de robustez. Desta maneira, os ligamentos ficam mais laxos, levando à elevada quantidade de movimento das articulações. Desta maneira existe dificuldade na fixação dos órgãos, principalmente do intestino e do estômago, resultando à inferiorização do primeiro e à forma em “gancho” do segundo. Estas alterações levam a que a sua linha de gravidade se encontre à frente, posicionando as costelas em inspiração, fixo pelo diafragma, incapacitando a fluidez da respiração, potenciando a que sejam pessoas que sofram de ansiedade. Os abdominais encontram-se tensos, o que aumenta o espaço entre as últimas costelas falsas e a púbis, compensando sobre a coluna na forma de uma hiperlordose (aumento do arco lombar). Toda esta pressão abdominal e pélvica leva a que o retorno sanguíneo para o coração diminua aumentando a congestão dos membros inferiores.
    • Ao nível da personalidade, predomina o sistema nervoso e a pele, expressando-se através do Sistema Nervoso Central, levando a que sejam indivíduos mais sensíveis, introvertidos e focados em se desenvolverem intelectualmente. Devido ao facto de terem uma pele fina, implica que os seus sentidos estejam mais bem desenvolvidos e que sejam mais sensíveis, levando a que apreciem o silêncio e a que evitem a interação social, capacitando-os a aprender rapidamente e a serem mais impacientes perante os outros.
    • Quanto às suas patologias, têm mais tendência para patologias relacionadas com o seu sistema imunitário, doenças infeciosas, bronquite, hipotensão, febres, úlceras, artrite reumatóide, melancolia, depressão e perturbação de ansiedade.

 

  • Mesomorfismo ou intermediário: Este biótipo é caracterizado como o ideal ou normal, sendo este o inicio para a caracterização e identificação dos restantes biótipos.
    • Ao nível psicológico, o individuo mesomórfico expressa-se especialmente através da atividade muscular, apreciando a atividade física. Trabalham ativamente e agressivamente, de uma forma competitiva e dominante. Preferem trabalhar em grupo, e praticar desportos de grupos, tal como, futebol, rugby, basquetebol…
    • Sendo este menos suscetível de adoecer.
  • Endomorfismo: Ao contrário do ectomorfismo, o endomorfismo implica a predominância de um arredondamento suave em várias regiões do corpo. Geralmente são forte, com uma largura proporcionalmente maior à altura. Rosto redondo, pele espessa, membros entroncados, músculos de grandes dimensões mas cobertas com uma camada de tecido adiposo (gordura), desta maneira, os seus ligamentos são fortes, o que limita a mobilidade das articulações, no entanto, possibilita a estrutura normal dos órgãos, nomeadamente do estômago, que é algo oval, com uma curvatura com a capacidade de acumulação de conteúdos, aumentando a digestão.
    • Estruturalmente, o seu centro de equilíbrio encontra-se mais atrás do normal, promovendo a adaptação das costelas em expiração (para trás e com o fechamento entre elas), reduzindo a capacidade de contração do diafragma. O coração, para além de se encontrar em pressão devido às costelas em expiração, o tendão central, que tem forte ligação a esta estrutura e cuja mobilidade depende parcialmente da tração e relaxamento do diafragma, dependendo dos casos, pode promover uma hipertrofia cardíaca, pois o coração necessita de contrair contra uma maior resistência. A nível das funções fisiológicas, o estômago esvazia mais facilmente, contrariamente ao ectomorfo, o que leva a uma boa nutrição e à tendência para engordar.
    • Psicologicamente, as pessoas com o biótipo endomórfico são muito sociais, com um bom senso de humor, extrovertido, mais tolerantes, no entanto, não se ajusta bem à mudança. Elevada resistência física, mas com baixa recuperação ao cansaço. Aprecia ambientes elegantes e sumptuosos, boa comida, elevado gosto na apresentação, cheiros e bons amigos com quem almoçar. Estando todas estas características relacionadas com a sua pele espessa e expressão visceral.
    • Mais comumente, sofre de doenças crónicas, como bronquite crónica, hipertensão, nefrite crónica, gota, osteoartrite, perda de cabelo rápida, hemorragias cerebrais e doenças mentais e nervosas degenerativas.

Concluindo assim, independentemente de qual seja o biótipo do organismo, há sempre margem de adaptação e de mudança, um novo corpo, uma nova mente, um novo equilíbrio. Quer se eliminar destas tendências? Dê o primeiro passo para a prevenção.

 
ines
Inês Gomes
(Osteopata)