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Intervenção psicológica em hipertensos

O stress, traços de personalidade (sobretudo a inibição da hostilidade ou repressão de sentimentos), a ansiedade, a depressão e a alexitimia (dificuldade na expressão e/ou adequação emocional) são fatores psicossociais que desenvolvem, mantem e agravam a hipertensão.
Além da avaliação e intervenção médica e farmacológica, as investigações demonstram que na intervenção em hipertensos devem ser considerados os aspetos psicológicos no sentido de melhorar a sua qualidade de vida.
Concretamente, sabe-se que, em fases iniciais da doença, a intervenção psicossocial, por si só, pode ser suficiente para inibir o desenvolvimento da hipertensão.
Na psicologia, a intervenção deve centrar-se na mudança do estilo de vida, promoção de comportamentos positivos, redução de stress, promoção de competências sociais, estratégias de resolução de problemas e avaliação e intervenção na personalidade.
Do ponto de vista terapêutico, o treino de inoculação de stress e o relaxamento (nas suas diferentes vertentes) são as abordagens mais utilizadas.
Também usado, com regularidade, o treino de autocontrolo permite devolver ao indivíduo a responsabilidade pela adoção de comportamentos de saúde positivos.
Existem outras abordagens: o biofeedback, a terapia racional emotiva, as técnicas cognitivo-comportamentais. Qualquer uma destas terapias tem demonstrado ganhos na qualidade de vida dos hipertensos, através da melhoria do estilo de vida e mudança de comportamentos desadaptativos.
Identificar crenças associadas à hipertensão, discutir e analisar a lógica dessas convicções e encontrar pensamentos e comportamentos alternativos facilitam a adoção de atitudes positivas e que melhoram a condição do doente.
Importa destacar que a medicação antihipertensiva também acarreta efeitos indesejados, tais como fadiga, sonolência e dificuldade de concentração. Assim, encontrar formas alternativas de tratar a hipertensão, sobretudo em fases iniciais, é essencial.
A integração de terapêuticas psicológicas, associadas à mudança de hábitos alimentares e comportamentos aditivos (tabaco, álcool, etc) favorece, indubitavelmente, a vida de indivíduos hipertensos.
Na Clínica NirvanaMED tem ao seu dispor diferentes especialidades clínicas e holísticas que melhorarão a sua condição de saúde.
marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

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Que fatores psicológicos agravam a hipertensão?

A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco de doenças cardiovasculares que, por sua vez, representam a principal causa de morte nos países industrializados.
Com frequência a hipertensão arterial está associada a outras patologias como cardiopatias isquémicas, AVC’s e insuficiências cardíacas e renais.
Como, na maioria dos casos, a hipertensão é “silenciosa”, ou seja, não dá sintomas claros em fases precoces, importa estar vigilante quanto à sua deteção tão cedo quanto possível.
Em Portugal, cerca de 40% de indivíduos com mais de 40 anos são hipertensos.
Antes da hipertensão se instalar de forma mais grave, existe um período de desenvolvimento de picos de tensão que podem ser controlados e evitar uma hipertensão crónica.
Atualmente, sabe-se que são múltiplos os fatores que contribuem para a hipertensão. Os fatores genéticos e hemodinâmicos são os principais, todavia os aspetos psicossociais agravam a hipertensão.
Dentro dos fatores psicossociais, o stress e determinadas caraterísticas de personalidade são os que mais contribuem para o desenvolvimento e manutenção da hipertensão.
Indivíduos expostos a situações de stress estão mais propensos à hipertensão, sobretudo o designado stress social (situações em que a pessoa tem necessidade em exigir ser respeitada, tem que reivindicar os seus direitos e expressar sentimentos perante outras pessoas).

Quem tem maior tendência à hipertensão?
Os estudos demonstram que as pessoas menos afirmativas e que tendem a inibir as suas emoções estão mais propensas à hipertensão. De igual modo, os indivíduos mais agressivos, mas que inibem essa hostilidade, acumulam tensões e conflitos internos que se manifestam em alterações neuro endócrinas, com implicações na tensão arterial.
Em suma, do ponto de vista psicológico, pessoas mais inibidas emocionalmente, particularmente que reprimem emoções como a raiva, a ira, a hostilidade e ressentimentos, estão mais vulneráveis à hipertensão. Também a excessiva competitividade, elevado grau de empenho profissional e impaciência deixam as pessoas mais predispostas a stress e, consequentemente, agrava a possibilidade de hipertensão.

 
marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

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PSYCH-K – é mais fácil mudar a sua vida!

O PSYCH-K® trata-se de um método de cinesiologia psicológica. Por outras palavras, recorre a testes musculares para estabelecer comunicação com o subconsciente, permitindo mudar crenças e atitudes negativas que originam e mantém comportamentos negativos ou desadaptativos.

 

Esta abordagem terapêutica foi descoberta no final dos anos 80, por Robert M. Williams. Desde então, o seu criador desenvolveu uma teoria que considera que a mente subconsciente controla a maioria dos pensamentos e comportamentos. Ao invés das terapias cognitivas, mais habituais, que apenas mudam crenças na mente consciente, o PSYCH-K® possibilita uma mudança mais profunda e estruturante, modificando as crenças na sua origem.

 

O PSYCH-K® alicerça-se numa constatação: os nossos músculos respondem a impulsos provocados, frequentemente, de modo automático pela nossa mente subconsciente. Isso faz com que tenhamos determinados comportamentos, sem nos apercebermos disso ou sem que os controlemos de forma consciente e racional. Assim, pensar o inverso também parece verdade: podemos usar os músculos como forma de enviar informação ao nosso cérebro, integrando nova informação na mente subconsciente.

 

A evidência científica em imagiologia cerebral demonstrou que as técnicas de PSYCH-K® ativam áreas do córtex que estavam anteriormente desativadas. Esta condição é possibilitada pela comunicação aumentada entre os dois hemisférios cerebrais, conseguida através do PSYCH-K®. Quando esta conexão é alcançada, a nossa mente mostra-se mais recetiva à mudança de crenças e perceções negativas.

 

Ao longo destes anos de intervenção, podemos dizer que o PSYCH-K® é uma forma simples, rápida, efetiva e verificável de mudança a um nível subconsciente. Como resultado, o indivíduo passa a percecionar os eventos adversos de uma forma mais positiva e os seus comportamentos inadequados passam a ser ajustados às circunstâncias e necessidades.

 

Mais informações em www.psych-k.com

Veja o vídeo do criador do PSYCH-K®:

 

Esta abordagem terapêutica já está disponível da sua Clínica NirvanaMED.

Se tiver alguma dúvida, não hesite em contactar-me: marco.bento@nirvanamed.pt

Agora, é mais fácil mudar a sua vida!

marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

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Curar feridas emocionais… é possível!

Já, por diversas vezes, lhe falei sobre os traumas e o seu impacto no desenvolvimento de perturbações psiquiátricas.

Ansiedade, depressão, dificuldades nos relacionamentos, baixa autoestima, são alguns exemplos de problemáticas que podem decorrer de “feridas emocionais” não trabalhadas, tanto na infância como no presente.

Em síntese, e de forma simples, as vivências que nos perturbaram, magoaram ou se constituem como memórias dolorosas, são a causa da maioria das perturbações psiquiátricas. Embora se reconheça que existe uma predisposição biológica, é a exposição prolongada ou aguda ao trauma que possibilita o desenvolvimento de psicopatologia.

Assim, urge colocar uma questão: é possível curar as “feridas emocionais” que são o núcleo da psicopatologia?

A resposta é: sim, é possível. Mais, é possível de diversas formas.

A mais frequente, mas não mais eficaz, é a medicação. Sobre isso, também já referi que a medicação é bem-sucedida na melhoria de sintomas, mas não cura, per si, os traumas emocionais. Ou seja, melhora os sintomas, mas não melhora a essência da patologia. Na maior parte das vezes, terminando a medicação, as dificuldades regressam!

Então, mas qual a terapia mais eficaz? Respondo-lhe: a psicoterapia.

Existem diferentes abordagens psicoterapêuticas. No modelo terapêutico integrativo a que recorro, utilizo terapias cognitivas, comportamentais, com base no EMDR® e, mais recentemente, integrei uma nova terapia, de vertente energética, e da qual gosto bastante: AS BARRAS DE ACCESS®.

As BARRAS DE ACCESS® são 32 pontos de energia situados na cabeça que, quando estimulados, permitem uma redução da atividade elétrica cerebral, desbloqueando energia eletromagnética associada a eventos em várias esferas da nossa vida.

Como resultado, em poucas sessões, a pessoa experiencia uma mudança de atitude perante a vida, mudando crenças e perceções sobre o mundo e sobre a sua vida. É como se fossem eliminados estados mentais negativos, possibilitando a aquisição de uma melhor consciência sobre si, os outros e a vida.

Com esta terapia, em associação com outras abordagens, tenho verificado que é possível curar traumas e “feridas emocionais” que bloqueiam e dificultam o quotidiano de quem me procura.

Lanço-lhe o desafio: venha conhecer esta terapia e surpreenda-se, tal como eu!

marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

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Este Natal, esteja presente!

Pode parecer uma mensagem muito rebuscada e tantas vezes repetida, mas entendo não ser demais reforçar: mais importante que as prendas que se oferecem, nesta quadra e como sempre, o fundamental é o amor!

Um amor que se sente, se demonstra e que une.

Não é por acaso que o amor, nas suas diversas formas, é o alicerce de qualquer relação.

Numa sociedade tão marcada pelo “pouco tempo” e pelo forte apelo aos bens materiais, com frequência o afeto, o carinho e o amor são substituídos por brinquedos, viagens, roupas e outros objetos que as tendências comerciais nos oferecem. Não que estes bens não sejam merecedores da nossa atenção, pois também nos confortam, todavia, em momento algum, se podem sobrepor à presença e abraço daqueles que mais amamos.

É esse abraço que nos energiza para enfrentar os obstáculos do dia a dia. É essa a força que nos move: a força do amor!

Esse afeto não tem uma proveniência concreta e única. Pode ser o carinho dos amigos, dos colegas, de familiares, ou mesmo de um desconhecido que tirou um pouco do seu tempo para nos dedicar alguma atenção.

Os presentes, os bens materiais, são um acrescento, um acessório, e assim devem ser encarados. A peça nuclear é o amor. Algo que não se compra num centro comercial, mas que necessita ser cultivado dia após dia, como uma flor que se torna cada vez mais bela conforme é regada e tratada.

Neste natal, lembre-se que a mais valiosa prenda que pode oferecer é a sua presença, o seu tempo, a sua dedicação e atenção, junto dos que lhe são mais importantes. Os presentes são um complemento, que pode existir ou não…

Valorize as pessoas que tem à sua volta, quem se preocupa consigo, quem lhe dá uma palavra amiga, um ombro e abraço de segurança e conforto. Isso sim, é amor! É a mais valiosa prenda que pode receber e dar.

Neste natal, faço votos que sinta todo o amor que lhe querem transmitir.

Receba, da minha parte, a esperança na renovação e em dias mais auspiciosos.

Boas Festas

marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

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A psicoterapia EMDR no tratamento da ansiedade

A ansiedade é tida como um dos grandes problemas da sociedade contemporânea.

A venda de psicofármacos, especificamente ansiolíticos e benzodiazepinas, para reduzir os sintomas de ansiedade, tem disparado, representando um elevado custo para o Estado na comparticipação desses medicamentos. Para além deste custo direto, não podemos esquecer os custos indiretos, como o absentismo laboral (baixas psiquiátricas) ou a quebra de produtividade.

Se conhecemos claramente o quanto a ansiedade afeta o nosso rendimento, porque motivo ainda não investimos adequadamente em tratamentos eficazes?

Uma razão parece-nos óbvia: questões meramente economicistas! O Estado continua a preferir comparticipar a medicação, alimentado os interesses das farmacêuticas, em detrimento de apostar na prevenção através da contratação de psicólogos para os serviços de saúde primária ou através da comparticipação de cuidados psicoterapêuticos no setor privado.

Este paradigma resulta no aumento da venda de fármacos que, efetivamente, reduzem os sintomas de ansiedade, mas não os resolvem completamente pois não atuam na origem do problema nem fornecem ao paciente os recursos internos que este necessita para enfrentar a ansiedade.

No combate à ansiedade, aos medos e fobias, a psicoterapia EMDR® mostra-se, atualmente, uma abordagem terapêutica efetiva e eficaz. Além de breve, esta psicoterapia facilita o acesso às memórias dolorosas que originam ou agravam a ansiedade, mesmo que inconscientemente.

Através do acesso a essas memórias, é possível ao terapeuta dessensibilizar e reprocessar o conteúdo doloroso, incrementando recursos positivos e de empoderamento que resultam numa melhoria clara da ansiedade.

Com frequência os pacientes desejam saber se vão esquecer as memórias dolorosas. Em verdade, as memórias não são apagadas nem esquecidas, mas deixam de provocar dor e sofrimento! Também nos questionam se a ansiedade desaparecerá com o EMDR®. Importa clarificar que a ansiedade nunca desaparecerá por completo, pois este estado deriva de uma emoção de medo que todos temos e que nos protege perante as adversidades e perigos. O que sucede é que a ansiedade se mantém, mas em níveis reduzidos e adequados, ou seja, aparece apenas quando é necessária.

Deste modo, a psicoterapia EMDR® é indicada, recomendada e adequada no tratamento da ansiedade.
marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

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A distância que nos aproxima: CONSULTAS ONLINE

O uso de novas tecnologias é encarado como um “um pau de dois gumes”. Por um lado, tornou possível o contacto mais breve, permitiu a troca global de bens e serviços e possibilitou-nos ter acesso a um infindável leque de oportunidades, no entanto, por outro lado, trouxe-nos fenómenos como o assédio virtual, a difusão de conteúdos chocantes e moralmente condenáveis, ou mesmo o maior risco a fraudes online.

Esta dicotomia deixa-nos pouco confortáveis por estarmos cientes de que as novas tecnologias podem ter um lado perverso e, por vezes, difícil de controlar.

Todavia, as novas formas de comunicação não são “um bicho papão” e comportam potencialidades que, em muito, melhoraram as nossas vidas. Na verdade, cabe a cada um de nós fazer bom uso dessas ferramentas e tomar as devidas cautelas para evitar determinados riscos.

Como a internet é utilizada massivamente, e são cada vez mais os que a utilizam para trabalho e lazer, entendemos que este pode ser um meio privilegiado para fazer chegar os nossos serviços a quem está longe ou impossibilitando de vir à nossa clínica.

Foi este o mote para a criação do nosso novo serviço de CONSULTAS ONLINE.

Na realidade, as consultas em formato online já acontecem um pouco por todo o mundo, em diferentes contextos. Nomeadamente, na prática clínica está demonstrado que os seus benefícios terapêuticos são idênticos aos da consulta presencial, desde que estabelecida uma boa avaliação e relação terapêutica.

Os maiores receios prendem-se que a perda de privacidade ou sigilo profissional, contudo a ética exige o cumprimento escrupuloso de todas as condições que salvaguardem o paciente, independentemente do acompanhamento presencial ou online, pelo que garantimos completa privacidade clínica, cabendo ao paciente assegurar que no local onde se encontra a sua privacidade é, de igual modo, assegurada.

Como compreenderá, pesadas as vantagens e desvantagens desta modalidade de intervenção à distância, podemos afirmar ser muito benéfica para determinados casos em que um contacto presencial se mostre difícil.

Na Clínica NirvanaMED estamos preparados para o futuro e dispomos de condições tecnológicas que nos aproximam de uma experiência presencial, com todas as mais-valias que o contacto online nos pode oferecer.

Contacte-nos para esclarecer as suas dúvidas. Teremos todo o gosto em ajudá-lo(a).
marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

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O poder das palavras!

Se eu lhe disser que determinadas palavras têm determinados efeitos na nossa mente e corpo, você acredita?

Pode parecer estranho, mas, na verdade, nós reagimos, continuamente, aos estímulos que nos rodeiam e as palavras são um dos mais fortes estímulos, capazes de mudar a nossa disposição, ânimo ou energia.

Na essência disto está o facto da nossa mente procurar, em nosso redor, elementos que nos ajudem a compreender melhor o mundo em que vivemos, aqueles com quem nos relacionamos, e até mesmo a entender melhor a nossa maneira de ser. Assim, podemos ver a nossa mente como uma entidade que procura de modo ativo e permanente uma interpretação do que vê, sente, ouve ou perceciona.

As palavras são elementos da comunicação muito importantes e encerram em si, significados fundamentais por associação a experiências vividas. Por exemplo, alguém que esteja num processo de luto é natural que se sinta mais ativada por palavras relacionadas com a morte ou perda. Alguém que acabou de ser mãe ou pai é, habitualmente, mais ativado por palavras que se relacionam com a parentalidade, o nascimento, a conceção.

Ora, a capacidade de diferentes palavras nos remeterem para diferentes experiências leva-nos à expressão de determinadas emoções, tanto positivas como negativas. Este processo é comum e trata-se de um condicionamento, isto é, uma aprendizagem estabelecida entre uma vivência e uma semântica que remete para essa vivência. Este processo nada tem de atípico pois traduz uma forma de funcionamento mental caraterística de todos os seres humanos.

Mas (e há sempre um mas!), nem sempre este processo é saudável e, não raras vezes, pode tornar-se patológico na medida em que determinadas palavras com pendor mais negativo, tendem a ser sobrevalorizadas, remetendo o indivíduo para um estado de maior desânimo e angústia. Por exemplo, alguém que diga, com frequência, “eu não sou capaz”, vai integrar no seu inconsciente essa convicção de incompetência e incapacidade, reforçando um pensamento negativo que se reflete numa atitude derrotista e de desmotivação. Ao invés, um indivíduo que diga “sei que posso fazer melhor, e fá-lo-ei no futuro!”, vai fortalecer a crença de que tem competência e potencial para melhorar, alimentando uma convicção positiva e de persistência.

Em terapia, é fundamental analisar a narrativa dos pacientes, uma vez que, frequentemente, se encontra um padrão de palavras ou expressões que espelham mensagens que a sua mente tem integradas e que podem ser parte do problema que os traz à consulta.

Nesses casos, parte da intervenção passa pela mudança dos padrões comunicacionais com o incremento de novas palavras mais positivas, em substituição de anteriores expressões negativas e perpetuadoras de mal-estar.

O mundo da comunicação é fascinante e reflete o que vai na nossa mente!

Um forte abraço.

marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

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Não consigo desligar do trabalho!

Julho e agosto são os meses de férias por excelência.

É neste período que a maioria dos trabalhadores usufrui do tão merecido descanso, nuns casos mais ansiado que noutros.

Em rigor, o que para uns será o momento ideal para “recarregar baterias”, para outros pode ser um período de tensão, ansiedade e preocupação com o trabalho.

É comum encontrarmos quem não consiga “desligar” o seu foco dos afazeres profissionais e, mesmo em férias, mantenha uma preocupação excessiva com o trabalho, ansiando pelo regresso à sua rotina.

Sabemos que a natureza do trabalho realizado, a responsabilidade subjacente ou a posição hierárquica influenciam, pois cargos de gestão ou direção assumem uma grande importância na estabilidade de empresas ou entidades e, por vezes, dirigentes ou responsáveis por departamentos receiam que a sua ausência comprometa a produtividade laboral.

Ainda assim, existem outros aspetos que contribuem para esta dificuldade em “desligar” do trabalho: a dificuldade em delegar tarefas ou confiar noutros outros, personalidades com maior tendência à obstinação ou obsessão, alguma rigidez cognitiva, entre outras.

Se este é o seu caso, há soluções! Não esqueça:

1) É fundamental que descanse e relaxe no período de férias;

2) Nas semanas que antecedem as férias vá preparando a sua ausência;

3) Delegue tarefas e competências. Deixe que outros possam fazer o seu trabalho;

4) Assegure que deixa as tarefas urgentes e prioritárias distribuídas por colaboradores da sua confiança;

5) Faça uma lista de assuntos a tratar quando regressar;

6) Nos primeiros dias de férias minimize o contacto com o trabalho. Gradualmente, reduza o número de vezes que vê o seu email profissional e atenda somente chamadas importantes;

7) Se mantiver preocupação com o trabalho, faça uma chamada breve para o colaborador que ficou responsável. Assim, garante que tudo decorre dentro da normalidade;

8) Deixe que façam a gestão do seu trabalho. Aprenda a confiar, pois uma desconfiança permanente pode colocar em causa boas relações profissionais. Repare que existem pessoas competentes à sua volta;

9) Não leve leituras relacionadas com o trabalho. Usar tablet e portátil aumentam a vontade em aceder ao email e contactar com o trabalho;

10) Relaxe e desfrute das suas férias.

 

 
marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

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5 dicas para melhorar as relações.

Esta semana falemos apenas de coisas boas:

As 5 melhores dicas para ser bem-sucedido nas relações.

Se existe algo complexo no nosso quotidiano, as relações são, indubitavelmente, uma delas.
Na verdade, é muito difícil não estar em relação! Relacionamo-nos com a família, com colegas de trabalho, com os vizinhos, com amigos, até com o senhor do talho ou a menina da mercearia.
É importante não esquecer que os relacionamentos não são apenas os vínculos que se estabelecem numa relação amorosa; eles (os relacionamentos) são uma extensão de nós próprios enquanto seres sociais (pois não podemos viver debaixo de uma pedra ou enredomados!).
Assim, se estivermos conscientes de que as múltiplas relações estabelecidas contribuem, decisivamente, para processos internos como a autoestima, autoconfiança ou autoconceito em geral, mais fácil será desenvolvermos esforços no sentido de melhorarmos o modo como nos relacionamos com os demais.

1. Seja flexível e permita-se mudar, de vez enquanto!
”Eu sou como sou! Quem gosta, gosta, quem não gosta, deixa na borda do prato!”
Quantas vezes já ouvimos isto? Muitas, de certo! Esta é uma das crenças mais limitantes das relações: acreditar-se que o modo como os outros nos olham é pouco importante e que, qualquer pessoa nos vai aceitar com todas as nossas caraterísticas; mesmo que algumas delas sejam difíceis de suportar.
Bem, na realidade, as relações são recíprocas continuamente (ou pelo menos devem ser). Ninguém pode exigir de nós algo sem que esteja disposta também a dar. Este é um ponto fundamental. Todos nós temos aspetos que podemos mudar, melhorar, flexibilizar, sem que isso magoe os nossos valores e princípios. As relações agradecem e nós também!

2. Seja ponderado e escute os outros
Muitos problemas nas relações advêm de lapsos na comunicação. É imprescindível estar disponível para escutar o que nos querem dizer, mesmo que nas entrelinhas. Comportamentos intempestivos e pouco refletidos também tendem a afastar as pessoas ao nosso redor, por isso aja mais com a razão.

3. Não queira ser o guru das relações
Custa a acreditar que se consigam manter demasiadas relações e todas elas com laços bastante positivos. Você não consegue multiplicar-se e relacionar-se em íntimo com todas as pessoas. Reconheça que apenas algumas pessoas poderão ser suas amigas, as restantes serão conhecidas, colegas, ….
Se partir deste pressuposto, estará mais consciente a ter atitudes adequadas com os diferentes intervenientes: com amigos as partilhas serão mais íntimas, com conhecidos mais superficiais, com colegas de trabalho serão mais voltadas para as questões laborais. Querer manter relações simétricas com todos pode levar a papéis difusos e confusos!

4. Valorize o não verbal
Já se costuma dizer: há imagens que valem mais que mil palavras.
Nas relações também isso acontece. Esteja mais atento ao comportamento não verbal: um olhar, um frangir de testa, um encolher de ombros podem ser reveladores e fornecem dicas importantes para adequarmos o nosso discursos e expetativa.

5. Faça um esforço por compreender os outros
Não precisa “vestir a pele” dos outros a todo o momento, mas é importante que vá tentando colocar-se no lugar do outro. Quando promovemos algo que se chama empatia (a capacidade para compreender o que o outro está a sentir) asseguramos que a nossa postura é mais sintónica com quem nos relacionamos. E em boa verdade, ninguém gosta de sentir que está a falar para o “boneco”.

Desejamos votos de boas relações!
marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)