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COMUNICAR PARA ALÉM DAS PALAVRAS

O tema que vos trago hoje surgiu naturalmente, por um lado, pois é impossível não comunicarmos numa sociedade em que a interação é uma constante e uma necessidade, por outro, porque com maior frequência nos chegam pessoas com dificuldades na forma como interagem e se exprimem.

É comum ouvirmos relatos de quem não se sente compreendido ou de quem mantém relações superficiais e pouco dialógicas. Tal condicionante traduz-se em sentimentos de desvalorização ou incompetência, conduzindo, com frequência, ao isolamento.

Ora, se atualmente temos à nossa disposição um manancial de meios e formas de comunicação porque motivo parece que cada vez temos mais dificuldade em comunicar?

Na NirvanaMED achamos que o ritmo a que os meios de comunicação evoluíram não acompanharam o modo como processamos a informação, como tal, o nosso cérebro lida, todos os dias, com demasiados estímulos que deixam pouco espaço à reflexão e decifração dos aspetos mais subliminares das mensagens.

Além disso, o menor contacto presencial, em detrimento do crescimento das relações virtuais, tornaram as pessoas menos sensíveis à análise dos aspetos não verbais ou gestuais. É que o nosso corpo, muitas vezes, consegue transmitir muito mais que o que dizemos na oralidade.

Esse défice na capacidade de interpretar sinais paralinguísticos (além das palavras), bem como, a presença de barreiras à comunicação repercutem-se em dificuldades significativas em compreender ou fazer-se entender pelos outros.

 

 


Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

O que importa mais: terapia ou terapeuta?

Há uma questão particularmente curiosa e para a qual muitos estudos foram já realizados: em que medida a eficácia de uma abordagem terapêutica se deve mais às estratégias específicas dessa intervenção do que a aspetos individuais do terapeuta ou da relação entre este e o paciente?

Poderão dois terapeutas integrados na mesma abordagem terapêutica provocar a mesma capacidade de mudança no paciente?

A verdade é que se tem encontrado que as técnicas subjacentes a determinadas epistemologias e práticas psicoterapêuticas são bons indicadores de ajustamento para a resolução de um determinado problema (dependendo da intervenção e da problemática).

Ainda assim, mais que isso, evidencia-se que a qualidade da relação estabelecida entre paciente e terapeuta é um ótimo preditor do êxito da terapia.

Desse modo, o vínculo estabelecido assenta numa aliança terapêutica que permite um compromisso, implicando, mutuamente, o paciente e o terapeuta. De um lado, o paciente sente-se compreendido, acolhido, ouvido/escutado e amparado, e do outro lado, encontra um especialista que lhe garante um porto seguro e o orienta com estratégias que conduzem à sua capacitação, autonomamente. É como se recebêssemos um pássaro ferido, ajudássemos a curar, mas simultaneamente, o ensinámos e preparássemos para regressar à sua vida, livre, plena e capaz, por si só!

Apesar de sabermos que há diferentes terapias empiricamente validadas, isto é, que demonstra grande eficácia e por isso são recomendadas em dadas problemáticas, queremos fazer notar que a relação paciente-terapeuta, assente na confiança, empatia, disponibilidade e sensibilidade, determina o modo como o paciente se conecta à terapia, se dedica à persecução do processo e segue em direção à resolução das suas dificuldades.

Na Clínica NirvanaMED temos uma equipa de profissionais disponíveis para o esclarecer na tomada de decisão de um processo terapêutico consciente e adaptado.

Conte connosco.

Um abraço fraterno.


Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)