FB_IMG_1490133143926

A EXPANSÃO DA MENTE QUANDO NOSSO SENTIMENTO DO “EU” SAI DO CORPO….

Uma das mais extraordinárias características do cérebro humano é a sua capacidade para nos envolver com o que nos está próximo e se torna parte do nosso “EU”. Ou seja, a atividade do cérebro consegue fazer-nos expandir mentalmente para fora do corpo e prender-nos a pessoas e objetos que funcionam para o sistema nervoso como fazendo parte dele mesmo (e de nós).

A natureza do sistema nervoso, a forma como ele nos faz sentir a realidade (realidade percebida), leva a que nos “prendamos” a pessoas e objetos com os quais temos (e desenvolvemos) uma relação de proximidade. Não se trata apenas de uma questão emocional (embora as emoções possam estar implicadas nesses relacionamentos), mas de efectivas extensões do corpo que o cérebro está sempre a conceber instante a instante. Só se desliga, em parte e temporariamente, quando adormecemos.

FB_IMG_1490133536072

Isso está demonstrado experimentalmente com pessoas que sofreram amputações de membros (e que continuam a senti-los como existindo, incluindo dores muito fortes) mas também com indivíduos sem traumatismos. Assim o “campo da mente”, resultante do trabalho de grandes populações de neurónios, prolonga-se para fora do corpo e toma como suas uma grande variedade de coisas. O sentimento do “Eu” não se fica pois pelo corpo mas vai mais além.
A esse processo podemos chamar de “mente expandida”.

FB_IMG_1490133769050

CASOS
Esse fenómeno verifica-se, por exemplo, com os grandes músicos em que o seu cérebro se prolonga nos instrumentos como se fossem (e são) suas extensões.
Acontece-nos isso quando “adotamos” algumas das nossas roupas e objetos pessoais (e com os quais desenvolvemos uma relação afetiva, orgânica e duradoura), para não falar em pessoas.
Esta característica do cérebro explica muitas questões relacionadas com as ligações humanas, nomeadamente o enamoramento, o fascínio e o sentimento de perda que tem tanto de psicológico como corporal.

E é esta capacidade do cérebro humano que está a permitir desenvolver aparelhos que funcionarão como próteses do corpo através do pensamento.

A RETER
O mundo transforma-se porque nós próprios fazemos parte do mundo e com ele nos envolvemos através do corpo e da dinâmica mental (em especial através dos nossos sentidos e dos nossos pensamentos). Tenha isto em mente.

António Ribeiro

(A extensão da lista de experiências e observações efetuadas e que
confirmam este fenómeno é grande pelo que me abstive de o fazer. Posso, porém, adiantar que o Karolinska Institutet (Suécia), a École Polytechnique de Lausanne (Suiça) e a Duke University (Estados Unidos) estão entre os grandes centros de investigação do cérebro envolvidos nestes estudos. Agora recentemente também em Portugal pela Limmit- Laboratório de Interação Mente-Matéria de Intenção Terapêutica).

antonio1
António Ribeiro

Fundador da NirvanaMED , Hipnoterapeuta e Life & Mental Coach

Imagem1

Terapia da Fala… vamos brincar?

Brincadeiras nas consultas de Terapia da Fala? Sim, é verdade.

Porquê? Simples. Apesar do Terapeuta da Fala trabalhar com todas as faixas etárias (desde recém-nascidos a idosos), o certo é que as crianças continuam a ser o maior público-alvo desta atividade profissional.

Desta forma e, porque a motivação do utente é um dos segredos para o sucesso terapêutico, brinca-se nas consultas de Terapia da Fala! Mas atenção… não são umas brincadeiras quaisquer!

Todos os jogos e atividades lúdicas desenvolvidas nas consultas respeitam os objetivos terapêuticos delineados, tendo em conta as dificuldades apresentadas pelas crianças.

Quer descobrir como é simples? Ora espreite os exemplos:

  • Dado para trabalhar o som “s” em posição inicial de palavra

Imagem1

  • Jogo “Quantos Queres?” para trabalhar o som “l” em posição medial de palavra

Imagem2

  • Imagem para descrição e automatização do som “ch”

Imagem3

  • Jogo “Restaurante” para trabalhar categorias e elementos

Imagem4

  • Atividade para trabalhar hábitos vocais saudáveis/prejudiciais para a voz

Imagem5

 

Na clínica NirvanaMED, a especialidade de Terapia da Fala dispõe desta vertente mais lúdica.

Ficaram curiosos? Então contacte-nos para saber mais informações!

 
marco
Isabel Neves
Terapeuta da Fala (Cédula profissional C- 046910174)

heartbeat-163709_1280

Colesterol Elevado

O colesterol é vital para o normal funcionamento do nosso organismo, pois é uma gordura essencial que tem duas origens: o nosso próprio organismo e a nossa alimentação.

Quando se tem o colesterol elevado no sangue, também designado de hipercolesterolemia, este pode acumular-se e depositar-se nas paredes das artérias, reduzindo o calibre destas (Figura 1). A quantidade de sangue que chega até aos órgãos diminui, podendo levar a interrupção da circulação sanguínea, levando a um evento cardiovascular – enfarte agudo do miocárdio, angina de peito, acidente vascular cerebral e acidente isquémico transitório1,2.

 Imagem1

O “Bom” e o “Mau” Colesterol

O “Bom” – colesterol HDL é o colesterol que vem das artérias (onde estava em excesso) para ser eliminado.

O “Mau” – colesterol LDL é o colesterol, que em excesso, infiltra-se e acumula-se nas paredes das artérias1.

 

Valores de Colesterol Recomendados

Gordura no sangue Valor recomendado (mg/dl)
Colesterol Total Menos de 190
Colesterol LDL Menos de 115
Colesterol HDL Homem – mais de 40

Mulher – mais de 50

Adaptado de Sociedade Europeia de Cardiologia, 2003

 

Recomendações para reduzir os níveis de colesterol no sangue

A hipercolesterolemia pode ser prevenida e tratada, sendo as mudanças no estilo de vida a primeira linha de proteção contra o colesterol elevado. Seguem algumas recomendações:

  • Ingira pelo menos 1,5L de água por dia;
  • Reduza a ingestão de alimentos ricos em gorduras saturadas e em colesterol;
  • Aumente o consumo de peixe e coma uma vez por semana, peixes gordos como cavala, robalo, sardinha, dourada, salmão, arenque, safio, cherne;
  • Aumente o consumo de fibra;
  • Aumente o consumo de frutas, vegetais e cereais integrais;
  • Utilize 1 colher de sopa de azeite para cozinhar e 1 colher de chá para temperar;
  • Prefira cozidos, grelhados, assados e estufados em cru, em vez dos fritos;
  • Para temperar opte por ervas aromáticas, especiarias, limão e vinagre;
  • Faça pelo menos, 30 a 60 minutos de exercício físico por dia;
  • Deixe de fumar – fumar reduz o colesterol HDL.

 

Referências Bibliográficas

  1. American Heart Association. (21 de abril de 2014). About Cholesterol. Obtido de http://www.heart.org/HEARTORG/Conditions/Cholesterol/AboutCholesterol/About-Cholesterol_UCM_001220_Article.jsp#.WMB91zvyjIU
  2. American Heart Association. (s.d.). How Can I Improve My Cholesterol? Obtido de http://www.heart.org/idc/groups/heart-public/@wcm/@hcm/documents/downloadable/ucm_300460.pdf
  3. Sociedade Europeia de Cardiologia. (2003). Obtido de http://www.spc.pt/spc/Microsites/Passaporte/kit/passaporte/colesterol/valores.aspx

 
marco
Daniela Patrícia Oliveira Ferreira
(Nutricionista, C.P.2881N.)

tvp imagem

A IMPORTÂNCIA DA TERAPIA DE REGRESSÃO DE MEMÓRIAS

Uma das principais dúvidas dos pacientes que vêm ao meu consultório é sobre:

 

O QUE É REGRESSÃO?

 

A Terapia de Regressão propícia o acesso às memorias passadas com a finalidade de se detetar e perceber o núcleo dos traumas, possibilitando assim, a sua conscientização e consequente desbloqueio com a remissão dos sintomas mediante um processo terapêutico, num tempo reduzido de sessões.

Nem todos os processos regressivos se reportam a incidentes de uma vida passada. Os trabalhos regressivos psicoterapêuticos envolvem o desbloqueio de traumas que muitas vezes tem origem nesta vida.

É importante que aceitemos que muitos dos sofrimentos e conflitos atuais são resultados de nossas próprias ações no passado fruto de decisões e conclusões falsas.

Ao reviver este passado podemos descarregar essas emoções armazenadas no inconsciente, observar e compreender nossa vida e programação existencial atual. Podemos então, nos desidentificar e nos libertar progressivamente dessas amarras que agem como verdades absolutas em nossas vidas, nos direcionando cada vez mais para harmonia, o equilíbrio e conexão interior. Ficamos, assim, cada vez mais livres dos nódulos energéticos, fontes de medos, culpas, raivas, tristezas e mágoas.

Desenvolvendo nosso equilíbrio podemos viver de forma melhor o hoje e, também, um futuro mais feliz superando fobias, ansiedade, depressão, problemas de comunicação, relacionamentos, autoestima e instabilidade emocional e física.

É importante perceber que nesta terapia o paciente permanece consciente durante todo o processo terapêutico, trazendo, ele mesmo, à lembrança vivências passadas com imagens, sensações e sentimentos, permanecendo presente e atuante nele.

Esta terapia corresponde a um método totalmente seguro desenvolvido de maneira consciente que utiliza vários recursos de outras abordagens já consagradas, e o terapeuta atua como facilitador ajudando o paciente na eliminação progressiva do controle que o passado exerce em sua vida presente, auxiliando-o a reencontrar a perspetiva e o propósito devida perdidos.

Mesmo consciente o paciente tem acesso às memórias passadas a partir do relaxamento e do foco de trabalho proposto a cada sessão. Neste estado de consciência expandida este tem perceções globais de seu corpo, pensamentos e sentimentos, possibilitando-o ter uma visão clara de si mesmo e dos aspetos a serem trabalhados, livres de projeções.

Ao ser revivida uma historia de vida, na terapia, percebe-se e se revive, também, uma forte carga energética que permaneceu represada internamente no instante do trauma. Experimentando e libertando esta energia surge a oportunidade de se escolher novas posturas, novas formas de canalizar a energia vital e de se posicionar frente a vida.

Esta conscientização e ressinificação de conteúdos internos nos liberta da repetição de antigas posturas permitindo-nos um novo sentido de vida que é o de atingir progressivamente a plenitude do ser.

Temos, muitas vezes medo do desconhecido mundo da felicidade e sucesso o que nos mantém presos ao passado e aos conflitos “conhecidos” que nos impossibilita vivenciarmos o hoje e o futuro de uma forma mais plena, calma e significativa.

Neste Processo terapêutico, o sofrimento e a frustração, pelos preconceitos e crenças antigas são elucidados para poderem ser superados propiciando a potencialidade amorosa incondicional, aceitação própria e a dos demais, caminhando para o nosso desenvolvimento em sintonia com a unicidade interna, facilitando a reunificação do ser a serviço da alma.

A meta fundamental da Terapia de Regressão é procurar expandir os limites entre a fisiologia, a psicologia e a espiritualidade, propiciando que a mente, corpo e alma se interagem neste processo de evolução.

 

“ E para que assim aprendendo sobre o seu Passado você não cometa mais os mesmos erros no Futuro.”

 
susana
Suzana Soares

Terapeuta Mestre de Reiki, Tarôt Terapêutico e Hipnoterapeuta de Regressão

boy-1149957_1920

Eternos Adolescentes

O desenvolvimento humano é complexo e nem sempre linear. Em cada idade existem determinadas competências que são desenvolvidas e processos orgânicos que maturam, tornando-nos num ser cada vez mais apto e evoluído.

O modo como nos desenvolvemos depende de dois aspetos fundamentais: por um lado a carga genética e biológica (herdada aos pais), por outro o acumular de experiências vividas e interação com um meio social e relacional. É da sinergia entre os mecanismos biológicos e contextuais que estruturamos a nossa maneira de ser também designada de personalidade.

Cada indivíduo tem a sua personalidade e é isso que nos torna únicos!

Este é o mote para abordar um tema que julgo atual: os eternos adolescentes. Isto é, adultos que apesar das exigências sociais e profissionais mantém comportamentos caraterísticos da adolescência, como se a estrutura mental e emocional não tivesse acompanhado o desenvolvimento físico.

Gostaria de falar nisto por entender que existe algum trabalho a realizar neste âmbito e por considerar que parte dos problemas entre casais, no trabalho e nas restantes relações se devem a comportamentos enquadráveis nesta temática.
Desde logo importa clarificar que, ao passo que o crescimento corporal está muito dependente de fatores biológicos, a maturação emocional e cognitiva deriva mais das experiências vividas e do modo como foram integradas. Isto resulta, com frequência, num desajuste entre o corpo e mente: adultos num corpo de adulto, mas com uma mente imatura.

É comum encontrarmos nestas pessoas atitudes e comportamentos pouco expectáveis, dificuldades em gerir as emoções e controlar impulsos, uma visão muito autocentrada, pouca tolerância, tendência para a indecisão e dificuldades em assumir compromissos. No início de uma relação (quer profissional quer amorosa) podem parecer pessoas apaixonantes, pelo seu espírito aventureiro e empreendedor. Como tendem a ser inconsequentes, ou seja, a avaliar incorretamente as consequências dos seus atos, fazem falsas promessas e criam expetativas infundadas (nelas próprias e nos outros), levando à deceção e frustração.

Do que tenho observado em clínica, parece haver uma tendência para que estas pessoas se aproximem de outras emocionalmente mais frágeis e carentes, pois demonstram uma abertura e disponibilidade afetiva imediatas, muito necessárias a quem procura preencher um vazio emocional. O resultado tem-se revelado pouco benéfico para ambos: de um lado a expetativa criada em torno da relação sai gorada e aumenta o sentimento de frustração, do outro a imaturidade emocional é exacerbada ao não saber como lidar com a situação e corrigir o erro.

Apesar de tudo, tenho boas notícias: é possível (e diria, desejável) mudar algumas caraterísticas mais imaturas, tornando-as mais adaptadas e funcionais. Não se pretende que deixe de ser quem é, mas importa dar um sentido de maior responsabilidade e maturidade.

Se sente que pode ser o seu caso, ou se conhece alguém que sofre nesta situação, não espere e procure um profissional.

Com um abraço.
marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

amorosa

Tu sabes que precisas de dar uma nova direção à tua vida amorosa!

Se não a mudares, AGORA, como pensas que isto vai acabar daqui a uns anos? Nem preciso de te responder, pois não? Tu sabes muito bem a resposta.”

Por isso, faz algo por ti!

Melhora a qualidade da tua vida, tornando-a uma prioridade!

Não achas que chegou o momento de fazê-lo?

Ou vais optar apenas por querer e nunca fazer?

A vida é uma dádiva. Aprende a senti-la como tal!

 

A atração entre duas pessoas nunca acontece por acaso. Todas as pessoas que surgem na nossa vida têm um motivo! Nada tem a ver com sorte ou com azar!

Tudo o que nos acontece é causado por uma força grande que nos une “A Lei da Atração Universal”, uma força que nos liga a todos. Razão que nos leva a encontrar aquela pessoa, nas circunstâncias dos momentos e não nas “coincidências”.

Essa força desencadeia tudo o que sentimos e o modo como nos comportamos. Se a compreendemos e dominarmos, vamos atrair para a nossa Vida as pessoas que mais desejamos e que melhor se “encaixam” em nós.

Por que é que apesar de procurarmos o Amor com todas as nossas energias, por vezes acabamos por atrair precisamente o contrário?

O magnetismo do Amor! Força poderosa que independentemente da nossa cultura, aspeto físico, educação, religião, língua, idade, nos liga. Se usamos erradamente este “poder”, estamos condenados a sofrer deceções e angústias… Mas se a soubermos utilizar, teremos o Mundo aos nossos pés!

O que aconteceu até agora nas nossas vidas, não foi nenhum acaso! O tipo e relações que mantivemos e a forma como elas se desenvolveram não foram por acaso!

Qualquer pessoa que se aproxime de nós e que nos afete emocionalmente, foi atraída pelo poder do nosso íman. Quanto melhor entendermos esse nosso poder, mais claras se tornam para nós as evidências desse magnetismo.

Nós somos muito mais do que aquilo que se vê. Os nossos pensamentos, os nossos sentimentos, tudo o que dizemos, tudo o que fazemos, são formas de energia que atuam sobre outras formas de energia a “lei da Ressonância”, faz com que as semelhanças ou os opostos reajam e nós iremos sentir como mais adequada ou menos adequada.

Hoje, mais do que nunca, toma consciência que te deves respeitar, não apenas como pessoa, mas sobretudo como aquele que tem o talento de atrair tudo o que já tem dentro de si para resolver a sua Vida.

Respeita-te como nunca respeitaste ninguém em toda a tua existência e aceita cada decisão tua como parte do caminho para aquilo que ainda não é teu.

Respeita-te pelo simples facto de que apenas quando te respeitas te poderás aceitar e, consequentemente, mudar.

Respeita-te, agradece e tudo será mais fácil porque tudo estará no seu lugar.

E percebe que se não te souberes respeitar, nunca nada de relevante irá acontecer na tua Vida.”

ar_2017

O Life & Mental & Love Coaching está atualmente a ajudar muitas pessoas a dar uma direção mais sustentada à sua Vida nestes tempos de crises.

Acreditar em ti passa a ser a tua escolha!

Be Happy Living!

 

antonio1
António Ribeiro

Fundador da NirvanaMED , Hipnoterapeuta e Life & Mental Coach

Tfala

Desenvolvimento da Fala

O desenvolvimento da fala das crianças continua a ser a principal preocupação dos pais e o principal motivo pelo qual procuram o Terapeuta da Fala.

Quando ouvimos uma criança de 2 anos a dizer “nã qué” em vez de “não quero”, não nos preocupamos com o fato de não falar bem. Porquê? Será que é por ser pequena que desvalorizamos o fato de falar mal? E se fosse aos 3 anos? Continuaríamos a desvalorizar a situação?

Pois bem, cada caso é um caso e temos de compreender que cada criança tem o seu próprio ritmo de aprendizagem quer seja para começar a caminhar, largar as fraldas ou falar.

No entanto, é importante estarmos cientes de que, por volta dos 3 anos, é esperado que a família bem como as pessoas mais próximas da criança entendam a sua fala e que, aos 4 anos, pessoas estranhas a entendam. Aos 5 anos, deve ser compreendida por estranhos em diferentes contextos e aos 6 anos a criança tem de ter adquiridos todos os sons da fala.

Também é importante referir que as crianças não aprendem a dizer todos os sons corretamente de uma vez, pelo que a sua aprendizagem é gradual ao longo do seu desenvolvimento.

Na tabela abaixo representada, pode consultar o desenvolvimento normal da fala tendo em conta a idade bem como em que faixas etárias os sons constituem sinais de alerta se não estiverem adquiridos.

tabela

Agora lanço um desafio: repare com muita atenção na fala do seu filho e olhe atentamente para esta tabela. Reconhece algum sinal de alerta?

Se a sua resposta é “sim”, então está na altura de procurar um Terapeuta da Fala. Não adie o problema e esclareça as suas dúvidas.

Na Clínica NirvanaMED estou ao seu dispor para o ajudar.

 

A Terapeuta da Fala,

Isabel Neves

 

 

marco
Isabel Neves
Terapeuta da Fala (Cédula profissional C- 046910174)

sal

Sal – Consumo excessivo

A ingestão elevada de sal tem sido associada a várias doenças não transmissíveis (DNT) como são exemplo a hipertensão arterial, a doença cardiovascular e o acidente vascular cerebral.
A diminuição da ingestão de sal leva a redução da pressão sanguínea e à diminuição das DNTs (1).
Em Portugal, segundo o estudo PHYSA (Portuguese Hypertension and Salt), o consumo diário de sal é quase o dobro do recomendado (2).

Consumo de sal recomendado
A Organização Mundial de Saúde recomenda uma ingestão inferior a 5g/dia de Sal (<2g/dia de sódio) (1) – aproximadamente uma colher de chá.

Estratégias para redução de sal:
– Não adicionar sal na confeção dos alimentos;
– Evitar colocar o saleiro na mesa;
– Preferir alimentos frescos;
– Utilizar ervas aromáticas e especiarias variadas para tempero e confeção;

Tabela 1 – Exemplos de ervas aromáticas e especiarias

Açafrão

Colorau

Erva doce

Alecrim

Cominhos

Noz-moscada

Manjericão

Orégãos

Anis

Salsa

Louro

Hortelã

Tomilho

Coentros

Cravo da Índia

 

– Evitar o consumo de alimentos com elevado teor de sal, como por exemplo: produtos de charcutaria, enchidos, alimentos fumados, refeições enlatadas, sopas instantâneas, aperitivos salgados, batatas fritas de pacote, alguns tipos de queijo, molhos e azeitonas;
– Ler o rótulo dos produtos alimentares e evitar o consumo dos que apresentem a palavra sal ou sódio como primeiro ingrediente (lista de ingredientes), ou grande quantidade de sódio/sal na informação nutricional – utilizar a tabela abaixo.

  Alimentos por 100g Bebidas por 100ml
Baixo 0.3 ou menos 0,3g ou menos
Médio 0.3 – 1.5g 0.3 – 0.75g
Elevado Mais de 1.5g Mais de 0.75g

Adaptado de: Alimentação Saudável, Direção Geral de Saúde, 2015(3).

Referências Bibliográficas
1. World Health Organization. (2012 (Reprinted, 2014)). Guideline: Sodium intake for adults and children. Geneva.
2. Prevalência Polonia, J., Martins, L., Pinto, F., & Nazare, J. (2014, junho). Journal of Hypertension. Prevalence, awareness, treatment and control of hypertension and salt intake in Portugal: changes over a decade. The PHYSA study. , 1211-21.
3. Alimentação Saudável, Direção Geral de Saúde. (novembro de 2015). Nutrimento. Obtido de Nutrimento: http://nutrimento.pt/activeapp/wp-content/uploads/2015/11/Descodificador-de-rotulos-A4.pdf

 
marco
Daniela Patrícia Oliveira Ferreira
(Nutricionista, C.P.2881N.)

psychology

Pequenos (Grandes) Traumas!

Esta semana convido-o(a) a “viajar” até às memórias da sua infância.

Qual ou quais as recordações que lhe vêm à mente?

Nalguns casos serão memórias de bons momentos em família ou amigos; noutros talvez lembranças na escola ou de descobertas próprias da idade; outras, ainda, poderão ser recordações menos positivas ou até dolorosas e traumáticas.

Independentemente do que seja o seu caso, certo é que esta(s) memória(s) não espelha(m) tudo o que armazenamos no nosso cérebro, sendo apenas uma ínfima parte daquilo que guardamos no nosso inconsciente.

Na verdade, tudo o que somos – a nossa identidade – é condicionado pelas aprendizagens que fizemos ao longo da vida e que, em primeira instância, resultam dos acontecimentos pelos quais passámos (sejam bons ou maus), assim como do modo como os interpretámos.

A vivência de determinados acontecimentos fica registada na nossa mente, em forma de memória, e mesmo que não tenhamos consciência dela, o natural é que essa memória condicione a forma como no futuro nos relacionamos com o mundo que nos rodeia.

Um exemplo prático é o de um adulto ansioso, que em criança sempre foi demasiado protegido e não teve possibilidade de explorar o seu redor. Se na sua infância ainda era repreendido pelos pais, assustado em relação a demasiados perigos ou castigado, tudo isso se refletirá num adulto amedrontado e dependente.

Este caso ilustra a importância das memórias associadas a “pequenos traumas”. Quero com isto dizer que as lembranças menos positivas não têm que ser somente situações de maior gravidade ou interpretadas como violentas. Todos os momentos em que no nosso passado fomos castigados sem motivo (ou pelo menos, na altura não entendemos a razão), fomos menosprezados e desvalorizados ou nos disseram: “não faças”, “tu não consegues”, “o que fizeste está mal”, foi imprimindo no nosso inconsciente crenças castradoras ou limitantes que, hoje em dia, se repercutem nos nossos relacionamentos, trabalho e na forma como nos vemos a nós próprios.

A dificuldade em compreender o motivo pelo qual, muitas vezes, se persiste no mesmo erro, se fazem as coisas de determinada maneira ou se mantém certas relações encontram justificação em vivências passadas, mesmo que não tenhamos disso consciência.

Deixo uma sugestão: procure descobrir que acontecimentos do seu passado podem estar a marcar, decisivamente, o seu presente e tente aceitar o que aconteceu como uma oportunidade de aprendizagem. Olhe para essa memória, distancie-se e responda: “o que aprendi com o que me aconteceu?” e “como posso melhorar com tudo o que já sei hoje?”.

Conheça-se melhor e seja feliz.

Um abraço amigo.
marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

aguia

O Despertar da Águia

Certa vez um camponês foi à floresta vizinha apanhar lenha para o Inverno. Entretanto, percebendo uma agitação no meio de uns arbustos espreitando, verificou que um jovem pássaro debatia-se assutado no meio da folhagem. Era uma águia filhote que se tinha aventurado nos primeiros voos e tinha ficado ferida. Com cuidado levou-a para casa, cuidando da asa ferida. Mas logo que ficou boa, sem saber onde guardá-la, o camponês colocou-o no galinheiro. Embora a águia fosse a rainha de todos os pássaros, ela viveu durante cinco anos com as galinhas. Todos os dias, manhã cedo, acordava com as galinhas ciscando o chão. Alimentava-se com as galinhas e à noite lá ia também para o poleiro dormitando no meio delas.

 

Ora, certo dia, o camponês recebeu na sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim junto ao galinheiro, surpreendido pelo inusitado, o naturalista exclamou: – Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia! O que está fazendo no meio das galinhas?

– De facto – disse o camponês. É uma águia. Mas eu criei esta criatura como uma galinha, durante cerca de 5 anos, portanto ela não é mais uma águia. Transformou-se numa galinha como as outras, apesar de ter asas de quase três metros de envergadura.

– Não pode ser – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.

– Não, não – insistiu o camponês apontando com o dedo ara ela. Repare como ela virou uma galinha e tenta imitar as outras galinhas. É meia desajeitada, é certo, mas jamais voará como águia.

Então decidiram fazer uma prova. O naturalista apanhou a águia colocou-a no seu braço direito, ergueu-a bem alto, e desafiando-a disse-lhe:

– Você é a rainha dos céus! De facto é uma imponente e sadia águia, já que pertence ao reino do céu e não à terra, então faça o que todas as águias sabem fazer, abra as asas e voe!

A águia ficou sentada sobre o braço estendido e inerte do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Reparou nas galinhas lá bem baixo, a depenicar os grãos. E deu um salto para junto delas participando da azáfama do galinheiro.

O camponês sorriu maliciosamente: – Eu tinha-lhe dito! Ela virou uma simples galinha, não disse?

– Não pode ser – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia, dentro dela existe um coração de águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte pela manhã, o naturalista subiu com a águia para o telhado da casa. Colocou-a novamente no braço estendido e sussurrou-lhe:

– Olhe o horizonte daqui de cima, aguce o seu olhar de águia e já que é uma águia, abra as asas e voe para bem longe!

Mas quando a águia viu lá em baixo as galinhas, correndo atrás das outras, esgravatando o chão, pulou e foi para junto delas.

O camponês deu uma sonora gargalhada, replicando:

– Eu tinha-lhe dito, o bicho virou mesmo uma galinha! É o que acontece convivendo tanto tempo com as galinhas.

– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é uma águia, possuirá sempre um coração de águia. Deixe-me experimentar uma última vez. Eu prometo que amanhã a farei voar.

 

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram-se muito cedo, muito antes do sol nascer. Puseram-se num jipe e levaram a águia para fora da cidade, longe do reboliço e das casas dos homens. Subiram para a montanha, onde o ar era puro e fresco. O sol nascente dourava os picos das montanhas e a neblina espraiava-se pelos vales. No alto do penhasco, com o céu azul a perder de vista, o naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:

– Águia, já que você é uma águia, dentro de si existe adormecido um espirito de águia e como tal esse espírito pertence ao céu e não à terra. Este é o seu momento, a hora da verdade, abra as suas asas e voe!

Realmente, aquele era um ambiente novo e interessante, e a águia olhou demoradamente ao seu redor, estava com algum receio. Ela tremia de medo, como se experimentasse uma nova vida. Mas não voou. O medo tolhia-lhe as acções. Então o naturalista segurou-a firmemente com o braço estendido, apontou na direcção do sol que acabar de nascer, ao longe avistavam-se outras águias em pleno voo de liberdade, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Talvez, pensou, alguma reminiscência despertasse dentro do seu coração? E, então, de repente, algo de extraordinário aconteceu. Ela abriu as suas potentes asas, sentia o ar a acariciar-lhe as penas, o seu olhar era agora brilhante e deslumbrado pela magnificência da montanha. E o seu coração bateu forte, emergindo finalmente daquela hibernação forçada. O silêncio da montanha foi quebrado, um grito da águia saiu do seu peito forte. Mas não era um grito qualquer. Era um grito típico das águias. Possante, soberano e sonoro de liberdade. Finalmente, ergueu-se altiva sobre si mesma, soltou mais um grito e lançou-se num voo de liberdade. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais longe. Sentindo o deleite do seu novo renascimento. Voou…voou… até confundir-se com o azul do firmamento.

 

 

 

A minha opinião/reflexão
Nós não mudamos o medo, na nossa vida, porque temos medo de  mudar. Por vezes, habituamo-nos de tal forma a criar uma imagem para os outros, que acabamos por nos enganarmos a nós próprios. E acredite, geralmente o que os outros querem para nós, raramente vai ao encontro do que nós queremos para a nossa vida. Jamais deveríamos envergonharmo-nos daquilo que Deus não se envergonhou de criar. Acredito que somos a mais bela criação do Universo e a vida é o nosso maior desafio, mas também a nossa maior oportunidade de evoluir contribuindo com a nossa diferença. Cada um de nos é um ser único, singular, uma jóia rara e preciosa. Por isso digo, não esconda mais a sua essência. Jamais deve anular as suas diferenças, antes devemos compreende-las e fazer a diferença na vida de alguém. Porquê? Porque quem quer que traçou o plano da sua vida, só pode ter uma missão especial à sua espera.

 

Se calhar o verdadeiro objectivo da vida é como ser diferente e ainda assim ser feliz, não concorda comigo? É verdade, eu sei! Não é fácil ser diferente no meio da “normapatia” socialmente imposta e aceite pela maioria. Mas tenho para mim que, assumir o nosso lugar no mundo, provavelmente, será o desafio simultaneamente mais difícil, mas também o mais fácil. O mais difícil porque naturalmente as exigências familiares e pressões sociais são muitas, mas também o mais fácil, uma vez que depende apenas de cada um.

 

Dizem que os conselhos valem por quem os ouve e não por quem os dá. Mas se tivesse que os dar lembrar-lhe-ia que na base de qualquer mudança está sempre uma escolha possível. E, inspirado por esta bela metáfora, medite se não é hora de soltar o seu grito de Ipiranga? Libertar o seu coração de águia e voe…voe até confundir-se com o firmamento dos seus sonhos. Como refere Belva Davis: “Não se preocupe com a distância entre seus sonhos e a realidade. Se pode sonhálos então pode realizálos.”

 

 

antonio1
António Ribeiro

Fundador da NirvanaMED , Hipnoterapeuta e Life & Mental Coach