Disfonia Infantil… o que é?

As alterações de voz na infância interferem de modo negativo no desenvolvimento social ou afetivo-emocional de qualquer criança. A voz é responsável pela competência comunicativa, que depende da modulação do som, ajustes da intensidade, ressonância e do próprio tipo de voz que transmite os aspetos emocionais e possibilita a caracterização da personalidade da criança.

A disfonia infantil é definida como uma perturbação em que a voz das crianças tem o seu papel comunicativo prejudicado, comprometendo a mensagem verbal e emocional.

Estudos efetuados concluem que as disfonias infantis são mais frequentes no sexo masculino, na faixa etária entre os 6 e os 10 anos, destacando-se entre eles os nódulos vocais.

Algumas das crianças com perturbações vocais são caracteristicamente hiperativas, agressivas, falam excessivamente e com intensidade forte.
Quanto à avaliação efetuada em Terapia da Fala, crianças com disfonia apresentam, geralmente, vozes com qualidade rouco-soprada, frequência e intensidade inadequadas, incoordenação pneumofonoarticulatória e tempos máximos de fonação reduzidos. A rouquidão pode estar associada ao uso intenso e inadequado da voz sendo, também, o sintoma mais comum nos casos de disfonia decorrente de mau uso/abuso vocal ou associado a alterações de vias aéreas superiores.

Uma intervenção eficaz em Terapia da Fala começa por identificar abusos e maus usos vocais possíveis e, então, diminuir tais comportamentos. Posteriormente são utilizadas técnicas de terapia que os autores denominam de “abordagens de facilitação”. O tipo de abordagem de facilitação escolhida para cada criança varia, pois o que resulta num caso pode ser desajustado noutro. Esta intervenção inclui, portanto, terapia comportamental e terapia de voz.
Venha até à Clínica NirvanaMED e esclareça as suas dúvidas. Estamos aos seu dispor para o ajudar!

A Terapeuta da Fala,
Isabel Neves

marco
Isabel Neves
Terapeuta da Fala (Cédula profissional C- 046910174)

Autismo

A Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) inclui-se no grupo de Perturbações Globais do Desenvolvimento, caracterizadas por alterações graves, em diversas áreas do desenvolvimento: competências sociais, comunicacionais, comportamentos, interesses e atividades estereotipadas.

Atendendo ao fato das dificuldades de desenvolvimento, manifestadas por crianças com PEA, se deverem também à forma como estas são aceites e compensadas pelo meio ambiente, a inclusão de crianças e jovens com PEA, em meio escolar, requer, por vezes, a prestação de apoios diferenciados e adequados às suas individualidades.

Atualmente existem diversos profissionais a intervir com crianças com PEA que não têm uma linha formal que caracterize o tipo de intervenção utilizada com estas crianças. Entre os tratamentos não farmacológicos, destacam-se alguns pela sua eficácia em termos de intervenção (por exemplo, Floortime ou TEACCH).

A principal área de intervenção em Terapia da Fala está ligada às Perturbações da Comunicação e Linguagem e, dentro da Perturbação do Espetro do Autismo, podemos encontrar crianças com grandes variações nas capacidades linguísticas e comunicativas. Tendo em conta a severidade da perturbação, a criança pode apresentar dificuldades comunicativas (por exemplo, ausência de expressão facial) e alterações linguísticas que vão desde a ausência de fala até ao uso peculiar da mesma.

Na Clínica NirvanaMED temos uma equipa de profissionais disponíveis para o ajudar!

 

A Terapeuta da Fala,

Isabel Neves

 

 

marco
Isabel Neves
Terapeuta da Fala (Cédula profissional C- 046910174)

Chupeta… até quando e porquê?

A idade ideal para deixar de usar a chupeta é entre os 2 anos e os 2 anos e meio. Quanto mais tempo o hábito permanecer, principalmente depois da erupção dos dentes, maior é o risco de prejudicar o desenvolvimento do seu filho.

A presença de alterações oclusais está associada à duração, frequência e intensidade do uso da chupeta.

Veja 6 motivos par evitar o uso prolongado da chupeta:

  1. Amamentação: as crianças que desmamam precocemente usam a chupeta com maior frequência. A sucção de um bico artificial leva à perda da tonicidade e alteração da postura muscular.
  2. Dentição: Crianças com hábitos de sucção não-nutritiva apresentam 12 vezes mais hipóteses de desenvolver problemas oclusais do que crianças sem hábito.
  3. Postura e tonicidade: Alterações como lábio superior encurtado, lábio inferior flácido e evertido, perda do encerramento labial passivo, bochechas híper ou hipotónicas e língua com pouca tonicidade, ficando baixa e retraída.
  4. Deformações esqueléticas: os ossos da face crescem de forma desarmoniosa. Os ossos nasais sofrem desvios prejudicando a deglutição, mastigação, fala e respiração. A mandíbula não cresce, prejudicando a estética e a fisiologia.
  5. Respiração: Quando a criança inspira pela boca, o sistema respiratório torna-se mais vulnerável a doenças em geral e provoca alterações físicas, do sono, maloclusão e problemas ortodônticos.
  6. Mastigação: a mastigação passa a ser vertical e unilateral, afetando as articulações temporomandibulares e o desenvolvimento das estruturas envolvidas. Desenvolve-se deglutição atípica, com interposição de língua.

Não deixe que o seu filho sofra estas consequências do uso prolongado da chupeta. Na Clínica NirvanaMED temos uma equipa de profissionais disponíveis para o ajudar!

A Terapeuta da Fala,

Isabel Neves

 

 

marco
Isabel Neves
Terapeuta da Fala (Cédula profissional C- 046910174)