FAQ´s – Psicologia

Quando devo procurar um(a) psicólogo(a)?

A maioria das pessoas acredita que apenas deverá procurar ajuda de um psicólogo em momentos de maior fragilidade emocional ou doença mental, contudo, essa é uma visão muito redutora do trabalho deste profissional. Os psicólogos estão habilitados para apoiar em muitas esferas da vida quotidiana, tanto na presença de uma doença mental ou de condições que possam despoletar dificuldades emocionais ou comportamentais, mas também, atuando numa lógica preventiva e promotora do bem-estar através do aconselhamento e orientação. São cada vez mais as potencialidades do psicólogo na promoção do sucesso escolar, profissional e laboral, por exemplo, favorecendo o rendimento mental e interpessoal. Em súmula, não necessita sentir-se doente para procurar um psicólogo, aliás, quanto mais tarde o fizer, mais complexa poderá ser a resolução de um conflito interno ou interpessoal, em que o psicólogo poderia ajudar, precocemente.

Como decorre um processo psicoterapêutico?

O processo psicoterapêutico depende de caraterísticas como as inerentes à problemática, prognóstico, paciente, terapeuta ou abordagem terapêutica, entre outros. Ainda assim, habitualmente, o processo inicia-se com a avaliação, levantamento de necessidades e psicodiagnóstico, com o objetivo de perceber qual o melhor plano terapêutico para o caso, compreender e gerir expetativas do paciente e discutir as implicações esperadas e resultados. A avaliação poderá demorar entre uma a várias sessões. Após isso, inicia-se o plano de intervenção, que compreende a realização de tarefas e implementação de técnicas e estratégias que melhor se adequam ao caso. Esta fase poderá ser breve (3 a 4 sessões) ou mais prolongada (mais de 10 sessões), dependendo das necessidades e discutido, caso a caso.

Quanto tempo dura uma terapia?

Não há uma resposta concreta a esta questão. A duração é bastante variável dependendo dos objetivos terapêuticos, complexidade e dificuldades associadas, caraterísticas do paciente e abordagem terapêutica selecionada. Geralmente, cada sessão demora entre 45 a 75minutos, e o processo terapêutico poderá ser breve (entre 3 a 4 sessões) ou mais prolongado, com uma periodicidade entre semanal a mensal.

Qual é a diferença entre uma consulta de psicologia e psicoterapia?

As consultas de psicologia são sessões mais vocacionadas para o aconselhamento e orientação, apoio nas dificuldades mais imediatas e agudas, e têm como objetivo principal a análise do comportamento e da melhor forma de atuar perante determinada circunstância. As sessões de psicoterapia são focalizadas numa mudança mais estrutural e interna, ajudando à compreensão mais íntima dos fenómenos intrapsíquicos e, habitualmente, produzem alterações mais profundas e duradouras.

Porque existem diferentes abordagens psicoterapêuticas e qual a melhor?

As diversas abordagens psicoterapêuticas advêm da complexidade inerente à compreensão do comportamento e da mente. Ao longo das últimas décadas foram desenvolvidas terapias muito diferenciadas baseadas em correntes epistemológicas distintas. Isto aconteceu, pois, muito do conhecimento produzido na psicologia deriva de construtos subjetivos, além disso, cada indivíduo e cada problemática apresenta-se com particularidades que devem ser entendidas à luz de múltiplos olhares. Assim sendo, podemos dizer que todas as abordagens psicoterapêuticas têm métodos de trabalho próprios e resultam de evidências práticas baseadas no sucesso terapêutico.

Como sei se um psicólogo é certificado?

Apenas poderá exercer atividade profissional enquanto psicólogo quem for membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP). Infelizmente, existem terapeutas, com formação noutras áreas, que se apresentam enquanto psicólogo ou psicoterapeuta sem possuir habilitação para o exercício da psicologia ou psicoterapia. Assegure-se que o profissional é membro efetivo da OPP. Cada psicólogo possui uma cédula profissional com um número pessoal e intransmissível. Verifique no site https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/membros se o nome do psicólogo consta dos registos oficiais. Para esclarecer alguma dúvida que subsista, contacte por email: registo@ordemdospsicologos.pt

Posso ser acompanhado(a) por mais que um(a) psicólogo(a)?

É possível ser acompanhado por mais que um psicólogo, embora tal não seja o mais desejável. Existem casos em que tal possa ocorrer, por exemplo, se os psicólogos estiverem a desenvolver acompanhamentos que não se sobreponham em termos de objetivos ou trabalhem de modo complementar. Informe ambos os terapeutas da situação, que avaliarão a pertinência de um acompanhamento simultâneo.

Já frequentei vários(as) psicólogo(as) e nenhum(a) foi capaz de me ajudar. Porque me acontece isso?

É difícil responder a esta questão na medida em que poderão ser múltiplos os fatores, desde a dificuldade em estabelecer uma correta relação terapêutica até à escolha menos apropriada das técnicas para o seu caso. Todavia, sabemos que o aspeto que mais influencia o insucesso na terapia é o menor envolvimento e fraco vínculo terapêutico. Isto acontece, na maioria dos casos, pela existência de expetativas inadequadas, ou seja, o paciente espera demais do terapeuta ou terapia, ou a impaciência perante os resultados. Os processos psicoterapêuticos poderão ser breves ou longos, dependendo dos objetivos e da problemática, pelo que é fundamental, além do estabelecimento de uma relação de confiança com o psicoterapeuta, cumprir com o plano terapêutico, realizando as tarefas recomendadas e manter o acompanhamento pelo tempo que o psicólogo entenda necessário para o seu caso. Mudar de psicólogo com regularidade não é um fator de estabilidade terapêutica, não melhora os resultados nem torna os processos mais breves.

Como se processam as consultas integradas da NirvanaMED?

As consultas integradas da Clínica NirvanaMED resultam da articulação entre diferentes abordagens terapêuticas com vista à compreensão mais completa da problemática e do paciente, oferecendo um conjunto de tratamentos complementares que tornam mais efetiva e célere a resolução das suas dificuldades. Nem todos os pacientes são elegíveis de integrar esta modalidade de consultas, por isso, cada caso é analisado em termos de objetivos terapêuticos. O processo inicia-se com uma consulta de rastreio e consequente avaliação e definição de um plano de tratamentos, se a problemática for melhor atendida por uma abordagem terapêutica integrada. Se não for o caso, o paciente encontrará na nossa clínica um acompanhamento por consultas regulares. Essa informação é-lhe prestada durante a consulta de rastreio, onde obterá o melhor encaminhamento para a sua situação.

Tenho consulta marcada, mas terei de faltar. Devo avisar a clínica?

É importante avisar a clínica caso saiba previamente que terá de faltar. Se nos avisar atempadamente a sua vaga poderá ser utilizada por outro paciente. Assim sendo, com a maior antecedência possível contacte-nos, informando da sua não comparência. Poderá aproveitar e remarcar a sua consulta para um momento mais oportuno.

FAQ´s – Hipnose e Regressão

O que é a Hipnoterapia Clínica?

A Hipnoterapia Clínica é uma abordagem terapêutica que utiliza a hipnose como forma de regredir até à fonte ou origem do comportamento que o paciente deseja alterar, ou seja, ter acesso às memórias que todos guardamos no subconsciente, e que determinam os nossos comportamentos atuais.
A hipnoterapia é uma técnica segura e eficaz, que é cada vez mais utilizada na área da saúde.

A Hipnoterapia apresenta riscos?

A hipnoterapia não apresenta qualquer risco. Existem conceitos errados relativamente à hipnose, que importa esclarecer. A pessoa que se submete à hipnose tem sempre o controlo do que se passa, está sempre acordada e consciente, apesar de muito relaxada. Não dirá nada que não queira dizer e recorda-se de tudo o que se passou na sessão.
No entanto, pessoas que tenham consumido drogas ou álcool ou que apresentem distúrbios mentais não devem ser submetidas à hipnose por poderem confundir a realidade com memórias já vividas.

Quem pode recorrer à hipnose?

Todas as pessoas, desde que não tenham consumido álcool ou drogas ou sejam doentes mentais. As crianças a partir de cerca de
10 anos repondem muito bem à hipnose. No entanto, há hipnoterapeutas que se dedicam a trabalhar com crianças de idades mais precoces.

A hipnose funciona em todos os casos?

Todas as pessoas podem ter resultados benéficos, desde que queiram ser hipnotizadas. Por vezes, as pessoas com um elevado estado de ansiedade necessitam de mais tempo para confiarem no terapeuta e começarem, finalmente, a relaxar.

O paciente fica dependente desta terapia ou fica “curado” de vez?

O objectivo é que rapidamente a pessoa possa evoluir e deixar de ter o sintoma que apresentava. As memórias que foram tratadas estão definitivamente tratadas. Não há nenhum tipo de dependência e trabalha-se para uma rápida melhoria do paciente.

Qual a taxa de sucesso associada a esta terapia?

Há diversos estudos sobre a eficácia desta abordagem, todas apontando num elevado nível de sucesso e, mais importante ainda, por perdurarem os resultados. Um estudo realizado e publicado na American Health Magazine pelo Psicólogo e Ph.D Alfred A. Barrios, sobre a recuperação de pacientes com depressão em diferentes técnicas, conclui:
” Psicanálise 38% de recuperação após 600 sessões; Terapia comportamental 72% de recuperação após 22 sessões;
Hipnoterapia 93% de recuperação após 6 sessões.”

Quais os principais conselhos a quem vai recorrer a esta terapia pela primeira vez?

É importante recordar uma frase que todos conhecemos, à qual, por vezes, não damos o verdadeira importância. “Mente Sã em Corpo São”. Ou seja, quanto mais valorizarmos o nosso equilíbrio emocional, mais saudáveis ficamos fisica e emocionalmente.
Para além disso, recorrer à hipnoterapia é ficarmos a conhecer a riqueza do nosso mundo interior e, ao explorá-la e ao apaziguar as nossas mágoas, estamos no caminho para uma vida mais traquila e feliz.

Todas as Pessoas que entram em transe fazem Regressão?

Falso. A regressão não é hipnose mas sim, uma técnica que pode ser potencializada pelos diversos estágios hipnóticos.
Para haver Regressão adequada é necessário que o sujeito atinga um transe médio/alto (teta) ou profundo, onde a hipermnésia é mais comum. Nem todas as pessoas regridem ao passado, sendo que com o uso da técnica da regressão é possível que algumas memórias sejam relatos oníricos, desejos inconscientes, nos relatos ou recordações podem existir alguma fabulação e construção do insconsciente. Para a terapia de regressão não será tão importante se as memórias vividas em estágio de transe são relatos verídicos, se contem incoerências ou alguma confabulação e outras, o que vale é a realidade psíquica do consulente para o trabalho da psico-análise.

A hipnose é perigosa?

Não. O estado de profundo relaxamento que a hipnose provoca traz uma sensação de bem-estar que resulta da obtenção do equilíbrio fisiológico. É utilizada não apenas para conhecer vidas passadas mas também para a redução do stress, tratamento de fobias, dores crónicas, ansiedade, depressão, doenças psicossomáticas, entro muitas outras. Muitos dizem ter medo de perder o controlo ao serem hipnotizados, ou ficarem em “poder” do hipnotizador – nada mais falso. Não é possível ser hipnotizado se não quiser. Toda hipnose é uma auto-hipnose. O hipnotizador só conduz o processo, é um instrumento para auxiliar a obter um relaxamento mais profundo.

Quando estou em transe fico inconsciente?

Não, fica num estado ampliado de consciência, ou seja, num estado focalizado de atenção, que permite aceder à mente inconsciente onde se encontram todas a memórias.

Pode acontecer não voltar do transe?

Se eventualmente, por estar num transe mais profundo, a paciente não aceitar a sugestão de voltar imediatamente, basta deixá-la mais algum tempo, e naturalmente, o transe hipnótico se transforma em sono fisiológico e ela acorda.