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Não consigo desligar do trabalho!

Julho e agosto são os meses de férias por excelência.

É neste período que a maioria dos trabalhadores usufrui do tão merecido descanso, nuns casos mais ansiado que noutros.

Em rigor, o que para uns será o momento ideal para “recarregar baterias”, para outros pode ser um período de tensão, ansiedade e preocupação com o trabalho.

É comum encontrarmos quem não consiga “desligar” o seu foco dos afazeres profissionais e, mesmo em férias, mantenha uma preocupação excessiva com o trabalho, ansiando pelo regresso à sua rotina.

Sabemos que a natureza do trabalho realizado, a responsabilidade subjacente ou a posição hierárquica influenciam, pois cargos de gestão ou direção assumem uma grande importância na estabilidade de empresas ou entidades e, por vezes, dirigentes ou responsáveis por departamentos receiam que a sua ausência comprometa a produtividade laboral.

Ainda assim, existem outros aspetos que contribuem para esta dificuldade em “desligar” do trabalho: a dificuldade em delegar tarefas ou confiar noutros outros, personalidades com maior tendência à obstinação ou obsessão, alguma rigidez cognitiva, entre outras.

Se este é o seu caso, há soluções! Não esqueça:

1) É fundamental que descanse e relaxe no período de férias;

2) Nas semanas que antecedem as férias vá preparando a sua ausência;

3) Delegue tarefas e competências. Deixe que outros possam fazer o seu trabalho;

4) Assegure que deixa as tarefas urgentes e prioritárias distribuídas por colaboradores da sua confiança;

5) Faça uma lista de assuntos a tratar quando regressar;

6) Nos primeiros dias de férias minimize o contacto com o trabalho. Gradualmente, reduza o número de vezes que vê o seu email profissional e atenda somente chamadas importantes;

7) Se mantiver preocupação com o trabalho, faça uma chamada breve para o colaborador que ficou responsável. Assim, garante que tudo decorre dentro da normalidade;

8) Deixe que façam a gestão do seu trabalho. Aprenda a confiar, pois uma desconfiança permanente pode colocar em causa boas relações profissionais. Repare que existem pessoas competentes à sua volta;

9) Não leve leituras relacionadas com o trabalho. Usar tablet e portátil aumentam a vontade em aceder ao email e contactar com o trabalho;

10) Relaxe e desfrute das suas férias.

 

 
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Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

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5 dicas para melhorar as relações.

Esta semana falemos apenas de coisas boas:

As 5 melhores dicas para ser bem-sucedido nas relações.

Se existe algo complexo no nosso quotidiano, as relações são, indubitavelmente, uma delas.
Na verdade, é muito difícil não estar em relação! Relacionamo-nos com a família, com colegas de trabalho, com os vizinhos, com amigos, até com o senhor do talho ou a menina da mercearia.
É importante não esquecer que os relacionamentos não são apenas os vínculos que se estabelecem numa relação amorosa; eles (os relacionamentos) são uma extensão de nós próprios enquanto seres sociais (pois não podemos viver debaixo de uma pedra ou enredomados!).
Assim, se estivermos conscientes de que as múltiplas relações estabelecidas contribuem, decisivamente, para processos internos como a autoestima, autoconfiança ou autoconceito em geral, mais fácil será desenvolvermos esforços no sentido de melhorarmos o modo como nos relacionamos com os demais.

1. Seja flexível e permita-se mudar, de vez enquanto!
”Eu sou como sou! Quem gosta, gosta, quem não gosta, deixa na borda do prato!”
Quantas vezes já ouvimos isto? Muitas, de certo! Esta é uma das crenças mais limitantes das relações: acreditar-se que o modo como os outros nos olham é pouco importante e que, qualquer pessoa nos vai aceitar com todas as nossas caraterísticas; mesmo que algumas delas sejam difíceis de suportar.
Bem, na realidade, as relações são recíprocas continuamente (ou pelo menos devem ser). Ninguém pode exigir de nós algo sem que esteja disposta também a dar. Este é um ponto fundamental. Todos nós temos aspetos que podemos mudar, melhorar, flexibilizar, sem que isso magoe os nossos valores e princípios. As relações agradecem e nós também!

2. Seja ponderado e escute os outros
Muitos problemas nas relações advêm de lapsos na comunicação. É imprescindível estar disponível para escutar o que nos querem dizer, mesmo que nas entrelinhas. Comportamentos intempestivos e pouco refletidos também tendem a afastar as pessoas ao nosso redor, por isso aja mais com a razão.

3. Não queira ser o guru das relações
Custa a acreditar que se consigam manter demasiadas relações e todas elas com laços bastante positivos. Você não consegue multiplicar-se e relacionar-se em íntimo com todas as pessoas. Reconheça que apenas algumas pessoas poderão ser suas amigas, as restantes serão conhecidas, colegas, ….
Se partir deste pressuposto, estará mais consciente a ter atitudes adequadas com os diferentes intervenientes: com amigos as partilhas serão mais íntimas, com conhecidos mais superficiais, com colegas de trabalho serão mais voltadas para as questões laborais. Querer manter relações simétricas com todos pode levar a papéis difusos e confusos!

4. Valorize o não verbal
Já se costuma dizer: há imagens que valem mais que mil palavras.
Nas relações também isso acontece. Esteja mais atento ao comportamento não verbal: um olhar, um frangir de testa, um encolher de ombros podem ser reveladores e fornecem dicas importantes para adequarmos o nosso discursos e expetativa.

5. Faça um esforço por compreender os outros
Não precisa “vestir a pele” dos outros a todo o momento, mas é importante que vá tentando colocar-se no lugar do outro. Quando promovemos algo que se chama empatia (a capacidade para compreender o que o outro está a sentir) asseguramos que a nossa postura é mais sintónica com quem nos relacionamos. E em boa verdade, ninguém gosta de sentir que está a falar para o “boneco”.

Desejamos votos de boas relações!
marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

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A “Baleia Azul” e os desafios da adolescência

ATENÇÃO:

CONTÉM IMAGENS REAIS E QUE PODEM FERIR A SUSCETIBILIDADE DOS MAIS SENSÍVEIS

 

Recentemente, vieram a público notícias que relatavam a existência de um “jogo”, entre adolescentes, que rapidamente se estava a espalhar por todo o mundo e que já tinha sido a causa de morte de dezenas de jovens.

Este jogo, designado por “Baleia Azul”, consiste na realização de 50 tarefas, a maioria delas auto lesivas, isto é, provocam dano físico e psicológico em quem as concretiza. Em síntese, vão desde cortes ou feridas em partes do corpo até ao extremo de por em risco a vida, por exemplo, pendurando-se num parapeito da janela a grande altitude ou na estrutura de uma ponte. A tarefa final é o suicídio!

A execução destas atividades é orientada por um “elemento”, habitualmente um outro adolescente ou jovem adulto que, numa posição dominante, avalia o desempenho dos “jogadores”, pune ou elogia e ordena o que deve ser feito a seguir.

 

O que leva os jovens a entrar neste desafio?

Para entrar neste jogo o jovem deve ser convidado, habitualmente através de grupos específicos em fóruns ou redes sociais. Na maior parte dos casos, são os jovens mais frágeis emocionalmente que demonstram maior propensão para entrar no jogo. O elemento dominante, com quem contacta via online, vai descobrindo as fragilidades do “jogador” e mostra-se interessado pelos seus problemas, especialmente questões relacionadas com a adolescência, amizades, namoros ou família e, aos poucos, ganha a sua confiança e apreço, tornando mais fácil com que o “jogador” obedeça cegamente a todas as suas instruções.

A partir do momento em que o jovem entra no jogo pode ser-lhe difícil sair, uma vez que o elemento dominante cria a ilusão de que já conhece a “vítima”, fazendo pressão psicológica e ameaças de retaliação física. Há relatos de falsos vídeos que são mostrados sobre mortes de que abandonou o jogo. Assim, o “jogador” tem medo e sente que se abandonar o jogo e aquela figura de referência estará a dececionar quem confia nele e nas suas capacidades (por exemplo, na sua coragem em realizar as tarefas com êxito). No fundo, participar no jogo é uma forma do jovem, recorrentemente com baixa autoestima e poucas amizades, provar a si próprio, ao elemento dominante e aos outros que é uma pessoa capaz e corajosa.

 

Como evitar ou parar o jogo?

É importante estar alerta a sinais que possam ser indício de que o jovem está a participar no jogo. Esteja particularmente atento a estes aspetos:

1) Feridas e inscrições nas palmas das mãos;

2) Sinais de automutilação (braços, pernas, lábios);

3) Interesse repentino por filmes de terror;

4) Atividades a meio da madrugada;

5) Exposição ao perigo (subir a alturas, debruçar-se, …);

6) Desenhos de baleias;

7) Ficar sem conversar por longos período.

 

Se detetar comportamentos anómalos, sendo alguns deles acima elencados, considere uma conversa franca com o jovem, dando-lhe espaço para que explique o que está a acontecer. Equacione a possibilidade deste negar, por medo. Dê-lhe confiança e segurança de que vai ser ajudado e que nada de mal lhe acontecerá. Pondere recorrer a ajuda psicológica ou colaboração da polícia para alertar o jovem dos riscos que corre.

Estamos aqui para ajudar.

marco.bento@nirvanamed.pt

marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

 

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Isso são coisas da tua cabeça!

A doença mental é, a par da doença física, reconhecida desde há muito como entidade diagnóstica com relevância clínica pela interferência que provoca na vida de quem dela sofre.

Os estudos mais recentes indicam um aumento das perturbações mentais, sobretudo a depressão e ansiedade.

De uma forma clara, as exigências do quotidiano têm conduzido as pessoas a enfrentarem as dificuldades que se lhes afiguram como complexas e difíceis de ultrapassar. A noção de que perante um obstáculo não se possuem os recursos necessários para a sua resolução coloca o indivíduo numa situação de vulnerabilidade, aumentando o risco para o aparecimento de medos e ansiedades exageradas, traumas e sentimentos depressivos.

Durante muito tempo estes estados emocionais foram desvalorizados, mesmo por terapeutas e clínicos. Hoje, é consensual para quem trabalha em saúde que as perturbações descritas podem ser graves, provocam sofrimento e debelam a vida de quem delas padece.

Apesar da mudança de paradigma, ainda há quem menospreze estas condições: “isso passa!”; “isso são coisas da tua cabeça!”; “não penses nisso!”.

Mas será que temos essa atitude perante uma pessoa com doença oncológica? “isso passa!”; “está tudo na tua cabeça!”… Então porque ainda há quem julgue o sofrimento associado à doença mental menos válido?

Se conhece quem vive nesta realidade, não julgue, não questione ou ponha em causa o sofrimento. Mostre compreensão, escute e apoie.

marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

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Eternos Adolescentes

O desenvolvimento humano é complexo e nem sempre linear. Em cada idade existem determinadas competências que são desenvolvidas e processos orgânicos que maturam, tornando-nos num ser cada vez mais apto e evoluído.

O modo como nos desenvolvemos depende de dois aspetos fundamentais: por um lado a carga genética e biológica (herdada aos pais), por outro o acumular de experiências vividas e interação com um meio social e relacional. É da sinergia entre os mecanismos biológicos e contextuais que estruturamos a nossa maneira de ser também designada de personalidade.

Cada indivíduo tem a sua personalidade e é isso que nos torna únicos!

Este é o mote para abordar um tema que julgo atual: os eternos adolescentes. Isto é, adultos que apesar das exigências sociais e profissionais mantém comportamentos caraterísticos da adolescência, como se a estrutura mental e emocional não tivesse acompanhado o desenvolvimento físico.

Gostaria de falar nisto por entender que existe algum trabalho a realizar neste âmbito e por considerar que parte dos problemas entre casais, no trabalho e nas restantes relações se devem a comportamentos enquadráveis nesta temática.
Desde logo importa clarificar que, ao passo que o crescimento corporal está muito dependente de fatores biológicos, a maturação emocional e cognitiva deriva mais das experiências vividas e do modo como foram integradas. Isto resulta, com frequência, num desajuste entre o corpo e mente: adultos num corpo de adulto, mas com uma mente imatura.

É comum encontrarmos nestas pessoas atitudes e comportamentos pouco expectáveis, dificuldades em gerir as emoções e controlar impulsos, uma visão muito autocentrada, pouca tolerância, tendência para a indecisão e dificuldades em assumir compromissos. No início de uma relação (quer profissional quer amorosa) podem parecer pessoas apaixonantes, pelo seu espírito aventureiro e empreendedor. Como tendem a ser inconsequentes, ou seja, a avaliar incorretamente as consequências dos seus atos, fazem falsas promessas e criam expetativas infundadas (nelas próprias e nos outros), levando à deceção e frustração.

Do que tenho observado em clínica, parece haver uma tendência para que estas pessoas se aproximem de outras emocionalmente mais frágeis e carentes, pois demonstram uma abertura e disponibilidade afetiva imediatas, muito necessárias a quem procura preencher um vazio emocional. O resultado tem-se revelado pouco benéfico para ambos: de um lado a expetativa criada em torno da relação sai gorada e aumenta o sentimento de frustração, do outro a imaturidade emocional é exacerbada ao não saber como lidar com a situação e corrigir o erro.

Apesar de tudo, tenho boas notícias: é possível (e diria, desejável) mudar algumas caraterísticas mais imaturas, tornando-as mais adaptadas e funcionais. Não se pretende que deixe de ser quem é, mas importa dar um sentido de maior responsabilidade e maturidade.

Se sente que pode ser o seu caso, ou se conhece alguém que sofre nesta situação, não espere e procure um profissional.

Com um abraço.
marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

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Pequenos (Grandes) Traumas!

Esta semana convido-o(a) a “viajar” até às memórias da sua infância.

Qual ou quais as recordações que lhe vêm à mente?

Nalguns casos serão memórias de bons momentos em família ou amigos; noutros talvez lembranças na escola ou de descobertas próprias da idade; outras, ainda, poderão ser recordações menos positivas ou até dolorosas e traumáticas.

Independentemente do que seja o seu caso, certo é que esta(s) memória(s) não espelha(m) tudo o que armazenamos no nosso cérebro, sendo apenas uma ínfima parte daquilo que guardamos no nosso inconsciente.

Na verdade, tudo o que somos – a nossa identidade – é condicionado pelas aprendizagens que fizemos ao longo da vida e que, em primeira instância, resultam dos acontecimentos pelos quais passámos (sejam bons ou maus), assim como do modo como os interpretámos.

A vivência de determinados acontecimentos fica registada na nossa mente, em forma de memória, e mesmo que não tenhamos consciência dela, o natural é que essa memória condicione a forma como no futuro nos relacionamos com o mundo que nos rodeia.

Um exemplo prático é o de um adulto ansioso, que em criança sempre foi demasiado protegido e não teve possibilidade de explorar o seu redor. Se na sua infância ainda era repreendido pelos pais, assustado em relação a demasiados perigos ou castigado, tudo isso se refletirá num adulto amedrontado e dependente.

Este caso ilustra a importância das memórias associadas a “pequenos traumas”. Quero com isto dizer que as lembranças menos positivas não têm que ser somente situações de maior gravidade ou interpretadas como violentas. Todos os momentos em que no nosso passado fomos castigados sem motivo (ou pelo menos, na altura não entendemos a razão), fomos menosprezados e desvalorizados ou nos disseram: “não faças”, “tu não consegues”, “o que fizeste está mal”, foi imprimindo no nosso inconsciente crenças castradoras ou limitantes que, hoje em dia, se repercutem nos nossos relacionamentos, trabalho e na forma como nos vemos a nós próprios.

A dificuldade em compreender o motivo pelo qual, muitas vezes, se persiste no mesmo erro, se fazem as coisas de determinada maneira ou se mantém certas relações encontram justificação em vivências passadas, mesmo que não tenhamos disso consciência.

Deixo uma sugestão: procure descobrir que acontecimentos do seu passado podem estar a marcar, decisivamente, o seu presente e tente aceitar o que aconteceu como uma oportunidade de aprendizagem. Olhe para essa memória, distancie-se e responda: “o que aprendi com o que me aconteceu?” e “como posso melhorar com tudo o que já sei hoje?”.

Conheça-se melhor e seja feliz.

Um abraço amigo.
marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

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Abra a porta à felicidade

A entrada num novo ano é sempre pretexto para renovar votos de um futuro auspicioso e repleto de concretizações pessoais e profissionais.
As festividades de final de ano são momentos oportunos para refletir sobre o que aconteceu nos últimos meses, assim como boas ocasiões para planear os objetivos dos meses que virão.
Contudo, importa que os objetivos traçados não sejam meras intensões pouco planeadas ou irrealistas. Este é um forte motivo para que um objetivo caia por terra, à partida!
Aproveite os últimos dias do ano para analisar as mudanças que deseja fazer acontecer na sua vida e quais as melhores formas para o conseguir. Seguem-se algumas dicas:
1) Registe, por escrito, os seus principais objetivos para o novo ano;
2) Ordene os objetivos por prioridade (do mais importante para o menos importante);
3) Para cada objetivo, responda às seguintes questões: proponho-me atingir este objetivo em quanto tempo? O que preciso para o alcançar? Que recursos tenho que me vão ajudar a atingi-lo? O que preciso melhorar/mudar/obter para alcançar este objetivo? O que muda após concretizá-lo? Este objetivo é congruente com os meus valores e princípios?
4) Tenha em mente que existem objetivos que são mais difíceis de realizar. Foque-se naqueles para os quais possui mais recursos (motivação, por exemplo) e cujo o seu impacto será mais positivo na sua vida;
5) Lembre-se que um objetivo deve ser realista, alcançável, mensurável e definido de modo concreto;
6) Periodicamente, analise o seu plano de objetivos (quantos já alcançou, qual o ponto de situação, …); se necessário, reformule objetivos;
7) Não se esqueça que a dificuldade em alcançar um objetivo pode estar no seu planeamento incorreto;
8) Transforme os obstáculos e dificuldades em forças e motivação;
9) Reconheça que, por vezes, é necessária ajuda de terceiros (nem sempre conseguimos fazer tudo sozinhos!).

Às doze badaladas do 1 de janeiro não se esqueça: um novo ano começa e renasce a esperança de muitas novas oportunidades para ser feliz.
Um ano muito feliz!

 

marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

COMUNICAR PARA ALÉM DAS PALAVRAS

O tema que vos trago hoje surgiu naturalmente, por um lado, pois é impossível não comunicarmos numa sociedade em que a interação é uma constante e uma necessidade, por outro, porque com maior frequência nos chegam pessoas com dificuldades na forma como interagem e se exprimem.

É comum ouvirmos relatos de quem não se sente compreendido ou de quem mantém relações superficiais e pouco dialógicas. Tal condicionante traduz-se em sentimentos de desvalorização ou incompetência, conduzindo, com frequência, ao isolamento.

Ora, se atualmente temos à nossa disposição um manancial de meios e formas de comunicação porque motivo parece que cada vez temos mais dificuldade em comunicar?

Na NirvanaMED achamos que o ritmo a que os meios de comunicação evoluíram não acompanharam o modo como processamos a informação, como tal, o nosso cérebro lida, todos os dias, com demasiados estímulos que deixam pouco espaço à reflexão e decifração dos aspetos mais subliminares das mensagens.

Além disso, o menor contacto presencial, em detrimento do crescimento das relações virtuais, tornaram as pessoas menos sensíveis à análise dos aspetos não verbais ou gestuais. É que o nosso corpo, muitas vezes, consegue transmitir muito mais que o que dizemos na oralidade.

Esse défice na capacidade de interpretar sinais paralinguísticos (além das palavras), bem como, a presença de barreiras à comunicação repercutem-se em dificuldades significativas em compreender ou fazer-se entender pelos outros.

 

 

marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

DEPRESSÃO CRÓNICA: uma dor para sempre?

Sentir-se em baixo, desanimado(a), sem vontade em fazer tarefas que antes lhe davam prazer, sonolência ou cansaço excessivo, ou mesmo irritabilidade e choro, são alguns dos principais sintomas da Depressão.

Esta é uma das perturbações psiquiátricas com grande incidência na população portuguesa, estimando-se que sejam as mulheres acima dos 45 anos quem mais apresentam quadros depressivos. Ainda assim, os homens também deprimem e com maior gravidade, contudo, as suas manifestações passam, por vezes, despercebidas por isolamento ou vergonha.

Importa clarificar que estar deprimido não é a mesma coisa que estar triste.

O estado depressivo implica um prolongamento no tempo, onde a tristeza predomina e não desaparece com o passar dos dias, tornando-os dolorosos e angustiantes.

De entre as perturbações depressivas, encontramos uma patologia de humor deprimido caraterizada pela cronicidade dos seus sintomas: a Distimia.

A Distimia, humor distímico ou perturbação distímica, é uma forma de depressão que se prolonga por vários anos. Recorrentemente a sua gravidade não é tão extrema e intensa, pelo que o indivíduo “habitua-se” a viver com a depressão, tendo dificuldade em sair de um estado permanente de tristeza e desânimo perante a vida. A certa altura, sentir-se em baixo torna-se já parte da sua maneira de ser e deixa de lutar contra a depressão, resignando-se.

É comum que estas pessoas verbalizem: “não consigo”, “já nada me corre bem”, “a minha vida é um pesadelo”, “nem vale a pena tentar”; numa atitude derrotista e pessimista. Paralelamente, tornam-se dependentes de medicação para dormir, resistindo à toma de anti-depressivos.

É fundamental estar atento a estes comportamentos. Mantenha-se alerta e apoie alguém que possa estar a passar por esta dificuldade.

Com abraço fraterno.

 

marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)

O que importa mais: terapia ou terapeuta?

Há uma questão particularmente curiosa e para a qual muitos estudos foram já realizados: em que medida a eficácia de uma abordagem terapêutica se deve mais às estratégias específicas dessa intervenção do que a aspetos individuais do terapeuta ou da relação entre este e o paciente?

Poderão dois terapeutas integrados na mesma abordagem terapêutica provocar a mesma capacidade de mudança no paciente?

A verdade é que se tem encontrado que as técnicas subjacentes a determinadas epistemologias e práticas psicoterapêuticas são bons indicadores de ajustamento para a resolução de um determinado problema (dependendo da intervenção e da problemática).

Ainda assim, mais que isso, evidencia-se que a qualidade da relação estabelecida entre paciente e terapeuta é um ótimo preditor do êxito da terapia.

Desse modo, o vínculo estabelecido assenta numa aliança terapêutica que permite um compromisso, implicando, mutuamente, o paciente e o terapeuta. De um lado, o paciente sente-se compreendido, acolhido, ouvido/escutado e amparado, e do outro lado, encontra um especialista que lhe garante um porto seguro e o orienta com estratégias que conduzem à sua capacitação, autonomamente. É como se recebêssemos um pássaro ferido, ajudássemos a curar, mas simultaneamente, o ensinámos e preparássemos para regressar à sua vida, livre, plena e capaz, por si só!

Apesar de sabermos que há diferentes terapias empiricamente validadas, isto é, que demonstra grande eficácia e por isso são recomendadas em dadas problemáticas, queremos fazer notar que a relação paciente-terapeuta, assente na confiança, empatia, disponibilidade e sensibilidade, determina o modo como o paciente se conecta à terapia, se dedica à persecução do processo e segue em direção à resolução das suas dificuldades.

Na Clínica NirvanaMED temos uma equipa de profissionais disponíveis para o esclarecer na tomada de decisão de um processo terapêutico consciente e adaptado.

Conte connosco.

Um abraço fraterno.

marco
Marco Martins Bento
(psicólogo clínico e psicoterapeuta)