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Afasia… o que é?

A Afasia pode ser descrita como sendo uma alteração da linguagem resultante de uma lesão cerebral, localizada nas estruturas que se encontram envolvidas no processamento da linguagem e que se traduz na perda total ou parcial da capacidade para compreender e/ou produzir linguagem, reconhecer/identificar figuras e objetos, podendo ainda surgir défices ao nível do cálculo.
Os acidentes vasculares cerebrais constituem a principal causa da Afasia, no entanto, existem outros motivos, nomeadamente: os traumatismos craneoencefálicos; a cirurgia cerebral; as infeções; os tumores cerebrais; as doenças degenerativas e a exposição a agentes neurotóxicos.
Considerando os sintomas linguísticos bem como as áreas corticais envolvidas na lesão, existem diferentes tipos de Afasia que se podem refletir em diversos níveis, causando uma variedade de alterações físicas, cognitivas, emocionais e comportamentais. Estas alterações incluem a atenção, a concentração, a memória, a velocidade de processamento das informações, as habilidades comunicativas (linguagem e fala) e as alterações de comportamento e emocionais.
O fraco desempenho comunicativo dos indivíduos com Afasia limita a sua participação na vida familiar, profissional e social acabando por afetar não só o próprio indivíduo, como também os que com ele lidam.
A intervenção em Terapia da Fala visa manter a atividade verbal do paciente, aumentar o nível de dificuldade no treino e reaprendizagem da linguagem, fornecer estratégias para o sucesso da comunicação e encorajá-lo a continuar a reabilitação no seu dia-a-dia. Um passo importante na reabilitação é o treino dos familiares a fim de maximizar a comunicação.
Atualmente o Terapeuta da Fala faz parte da equipa multidisciplinar que acompanha o paciente com diagnóstico de Afasia e tem um papel crucial na sua reabilitação.
Para mais informações, contacte-nos: Clínica NirvanaMED, uma equipa ao seu dispor.

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Isabel Neves
Terapeuta da Fala (Cédula profissional C- 046910174)

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Terapia da Fala… vamos brincar?

Brincadeiras nas consultas de Terapia da Fala? Sim, é verdade.

Porquê? Simples. Apesar do Terapeuta da Fala trabalhar com todas as faixas etárias (desde recém-nascidos a idosos), o certo é que as crianças continuam a ser o maior público-alvo desta atividade profissional.

Desta forma e, porque a motivação do utente é um dos segredos para o sucesso terapêutico, brinca-se nas consultas de Terapia da Fala! Mas atenção… não são umas brincadeiras quaisquer!

Todos os jogos e atividades lúdicas desenvolvidas nas consultas respeitam os objetivos terapêuticos delineados, tendo em conta as dificuldades apresentadas pelas crianças.

Quer descobrir como é simples? Ora espreite os exemplos:

  • Dado para trabalhar o som “s” em posição inicial de palavra

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  • Jogo “Quantos Queres?” para trabalhar o som “l” em posição medial de palavra

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  • Imagem para descrição e automatização do som “ch”

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  • Jogo “Restaurante” para trabalhar categorias e elementos

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  • Atividade para trabalhar hábitos vocais saudáveis/prejudiciais para a voz

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Na clínica NirvanaMED, a especialidade de Terapia da Fala dispõe desta vertente mais lúdica.

Ficaram curiosos? Então contacte-nos para saber mais informações!

 
marco
Isabel Neves
Terapeuta da Fala (Cédula profissional C- 046910174)

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Desenvolvimento da Fala

O desenvolvimento da fala das crianças continua a ser a principal preocupação dos pais e o principal motivo pelo qual procuram o Terapeuta da Fala.

Quando ouvimos uma criança de 2 anos a dizer “nã qué” em vez de “não quero”, não nos preocupamos com o fato de não falar bem. Porquê? Será que é por ser pequena que desvalorizamos o fato de falar mal? E se fosse aos 3 anos? Continuaríamos a desvalorizar a situação?

Pois bem, cada caso é um caso e temos de compreender que cada criança tem o seu próprio ritmo de aprendizagem quer seja para começar a caminhar, largar as fraldas ou falar.

No entanto, é importante estarmos cientes de que, por volta dos 3 anos, é esperado que a família bem como as pessoas mais próximas da criança entendam a sua fala e que, aos 4 anos, pessoas estranhas a entendam. Aos 5 anos, deve ser compreendida por estranhos em diferentes contextos e aos 6 anos a criança tem de ter adquiridos todos os sons da fala.

Também é importante referir que as crianças não aprendem a dizer todos os sons corretamente de uma vez, pelo que a sua aprendizagem é gradual ao longo do seu desenvolvimento.

Na tabela abaixo representada, pode consultar o desenvolvimento normal da fala tendo em conta a idade bem como em que faixas etárias os sons constituem sinais de alerta se não estiverem adquiridos.

tabela

Agora lanço um desafio: repare com muita atenção na fala do seu filho e olhe atentamente para esta tabela. Reconhece algum sinal de alerta?

Se a sua resposta é “sim”, então está na altura de procurar um Terapeuta da Fala. Não adie o problema e esclareça as suas dúvidas.

Na Clínica NirvanaMED estou ao seu dispor para o ajudar.

 

A Terapeuta da Fala,

Isabel Neves

 

 

marco
Isabel Neves
Terapeuta da Fala (Cédula profissional C- 046910174)

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Disfonia Infantil… o que é?

As alterações de voz na infância interferem de modo negativo no desenvolvimento social ou afetivo-emocional de qualquer criança. A voz é responsável pela competência comunicativa, que depende da modulação do som, ajustes da intensidade, ressonância e do próprio tipo de voz que transmite os aspetos emocionais e possibilita a caracterização da personalidade da criança.

A disfonia infantil é definida como uma perturbação em que a voz das crianças tem o seu papel comunicativo prejudicado, comprometendo a mensagem verbal e emocional.

Estudos efetuados concluem que as disfonias infantis são mais frequentes no sexo masculino, na faixa etária entre os 6 e os 10 anos, destacando-se entre eles os nódulos vocais.

Algumas das crianças com perturbações vocais são caracteristicamente hiperativas, agressivas, falam excessivamente e com intensidade forte.
Quanto à avaliação efetuada em Terapia da Fala, crianças com disfonia apresentam, geralmente, vozes com qualidade rouco-soprada, frequência e intensidade inadequadas, incoordenação pneumofonoarticulatória e tempos máximos de fonação reduzidos. A rouquidão pode estar associada ao uso intenso e inadequado da voz sendo, também, o sintoma mais comum nos casos de disfonia decorrente de mau uso/abuso vocal ou associado a alterações de vias aéreas superiores.

Uma intervenção eficaz em Terapia da Fala começa por identificar abusos e maus usos vocais possíveis e, então, diminuir tais comportamentos. Posteriormente são utilizadas técnicas de terapia que os autores denominam de “abordagens de facilitação”. O tipo de abordagem de facilitação escolhida para cada criança varia, pois o que resulta num caso pode ser desajustado noutro. Esta intervenção inclui, portanto, terapia comportamental e terapia de voz.
Venha até à Clínica NirvanaMED e esclareça as suas dúvidas. Estamos aos seu dispor para o ajudar!

A Terapeuta da Fala,
Isabel Neves

marco
Isabel Neves
Terapeuta da Fala (Cédula profissional C- 046910174)

autismo

Autismo

A Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) inclui-se no grupo de Perturbações Globais do Desenvolvimento, caracterizadas por alterações graves, em diversas áreas do desenvolvimento: competências sociais, comunicacionais, comportamentos, interesses e atividades estereotipadas.

Atendendo ao fato das dificuldades de desenvolvimento, manifestadas por crianças com PEA, se deverem também à forma como estas são aceites e compensadas pelo meio ambiente, a inclusão de crianças e jovens com PEA, em meio escolar, requer, por vezes, a prestação de apoios diferenciados e adequados às suas individualidades.

Atualmente existem diversos profissionais a intervir com crianças com PEA que não têm uma linha formal que caracterize o tipo de intervenção utilizada com estas crianças. Entre os tratamentos não farmacológicos, destacam-se alguns pela sua eficácia em termos de intervenção (por exemplo, Floortime ou TEACCH).

A principal área de intervenção em Terapia da Fala está ligada às Perturbações da Comunicação e Linguagem e, dentro da Perturbação do Espetro do Autismo, podemos encontrar crianças com grandes variações nas capacidades linguísticas e comunicativas. Tendo em conta a severidade da perturbação, a criança pode apresentar dificuldades comunicativas (por exemplo, ausência de expressão facial) e alterações linguísticas que vão desde a ausência de fala até ao uso peculiar da mesma.

Na Clínica NirvanaMED temos uma equipa de profissionais disponíveis para o ajudar!

 

A Terapeuta da Fala,

Isabel Neves

 

 

marco
Isabel Neves
Terapeuta da Fala (Cédula profissional C- 046910174)

chupeta

Chupeta… até quando e porquê?

A idade ideal para deixar de usar a chupeta é entre os 2 anos e os 2 anos e meio. Quanto mais tempo o hábito permanecer, principalmente depois da erupção dos dentes, maior é o risco de prejudicar o desenvolvimento do seu filho.

A presença de alterações oclusais está associada à duração, frequência e intensidade do uso da chupeta.

Veja 6 motivos par evitar o uso prolongado da chupeta:

  1. Amamentação: as crianças que desmamam precocemente usam a chupeta com maior frequência. A sucção de um bico artificial leva à perda da tonicidade e alteração da postura muscular.
  2. Dentição: Crianças com hábitos de sucção não-nutritiva apresentam 12 vezes mais hipóteses de desenvolver problemas oclusais do que crianças sem hábito.
  3. Postura e tonicidade: Alterações como lábio superior encurtado, lábio inferior flácido e evertido, perda do encerramento labial passivo, bochechas híper ou hipotónicas e língua com pouca tonicidade, ficando baixa e retraída.
  4. Deformações esqueléticas: os ossos da face crescem de forma desarmoniosa. Os ossos nasais sofrem desvios prejudicando a deglutição, mastigação, fala e respiração. A mandíbula não cresce, prejudicando a estética e a fisiologia.
  5. Respiração: Quando a criança inspira pela boca, o sistema respiratório torna-se mais vulnerável a doenças em geral e provoca alterações físicas, do sono, maloclusão e problemas ortodônticos.
  6. Mastigação: a mastigação passa a ser vertical e unilateral, afetando as articulações temporomandibulares e o desenvolvimento das estruturas envolvidas. Desenvolve-se deglutição atípica, com interposição de língua.

Não deixe que o seu filho sofra estas consequências do uso prolongado da chupeta. Na Clínica NirvanaMED temos uma equipa de profissionais disponíveis para o ajudar!

A Terapeuta da Fala,

Isabel Neves

 

 

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Isabel Neves
Terapeuta da Fala (Cédula profissional C- 046910174)